13 de setembro de 2012

Resenha: A Ira de Nasi - Mauro Beting / Alexandre Petillo, Editora Belas Letras

Informações do livro:
Título: A Ira de Nasi
Autor: Mauro Beting / Alexandre Petillo
Editora: Belas Letras
Páginas: 320
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Sinopse: Nasi não nasceu para ser santo. Nasceu para ser a voz de um pecado capital. Quando foi fundo ele acabou indo além do permitido e recomendado. E, na volta, trouxe com ele tudo que o dragou – do melhor e do pior. Nas travessias ao céu e nas travessuras abaixo do inferno das drogas quími¬cas e das porcarias das pessoas físicas e jurídicas que experimentou o ex-vocalista do Ira! se tornou homem com todas as letras. Desde as bem feitas e de boa métrica até as mal faladas e malditas. Você ficará vermelho de raiva e de paixão com a história de um dos roqueiros mais polêmicos do Brasil, com tantas tretas que fizeram da vida de Marcos Valadão, este Wolverine brasileiro contraditório e solitário, coisa de ficção, de horror, de comédia e de drama, mas também de muito amor.




Resenha: A Ira de Nasi conta toda a trajetória do ex-vocalista do grupo Ira: Marcos Valadão Rodolfo, mais conhecido como Nasi, de acordo com o ponto de vista, convivência e pesquisa de dois autores: Mauro Beting e Alexandre Petillo.


“(...) Vocalista do Ira sem exclamação, com exclamação. Tanto fez. Banda que hoje é um ponto de interrogação, ou apenas reticências reverentes.” Pg.05



Primeiramente quero elogiar todos os títulos dos capítulos, achei muito originais e condizentes com a história. Além disso, pelo meu ponto de vista, nos fazem refletir direta ou indiretamente. Confira alguns títulos e veja se eu não tenho razão: “Eu vou tentar” “Eu quero sempre mais, eu espero sempre mais” e “Eu procuro acordar e perseguir meus sonhos”. Também achei linda a história do reencontro com seu grande amor.


Vale destacar também as fotos que incrementam o visual do livro: fotos de Nasi recém nascido, dando os primeiros passos, o primeiro aniversário, primeira praia com os primos, primeira comunhão – essas e outras de arquivo pessoal. Também somos apresentados a fotos de boletins, shows diversos, produções e gravações de clipes, entre outras. Enfim, são muitas fotos que aproximam cada vez mais o leitor para a trama.

Marcos nasceu às 16h45 de 23 de janeiro de 1962. Desde cedo, já sabia o que fazia, pois era determinado e persistente. Conhecemos um pouco sobre sua vida sentimental, a relação com os filhos e amigos em geral, sua religião tão discutida, drogas, repertórios e principalmente a respeito do grupo Ira!. O mais legal é poder ver depoimentos do próprio Nasi, assim como outros convidados, como: Rick Bonadio, Dino Nascimento, Alex Antunes, Ricardo Gaspa, Richard David Cout – mais conhecido como Ritchie, entre outros. Achei muito interessante que a banda começou a se formar e identificar os integrantes de acordo com amizades sinceras e pela simples identidade musical.



“Ele tinha sede de conhecimento e fome de música.” Pg 28



Segundo ele, o apelido nasceu devido a tanta bagunça e encrenca em que se metia. Com a série Holocausto passando na TV Globo, e mostrando os horrores da doutrina nazista, diante de suas atitudes recebeu o apelido Nazi com “z.” Só então quando começou a se tornar mais conhecido na banda, mudou a grafia para Nasi, com “s”. O livro nos apresenta cenas inusitadas, comoventes e até engraçadas, como por exemplo:


Com muita descrição, conseguimos viajar detalhadamente através do tempo e da história desse personagem. Confesso que nunca fui muito familiarizada com a banda, mas ao final da minha leitura tive a estranha sensação de estar ligada a história deles, como se eu fosse uma fã de décadas, e apesar de não ser, me proporcionou uma nova visão e com certeza comecei a admirá-lo. Recomendo essa leitura para você que é fã, à um simples admirador ou à alguém que apenas quer conhecer essa história empolgante, acolhedora e muito empolgante.



“(...) Mesmo depois de tanto tempo de palco, ele tem um tesão de fazer música que é enorme, faz cada show como se fosse o primeiro, e isso mostra quem é o Nasi. Faz muito. E faz bem feito.” – Vagner Garcia, Pg.263



Classificação SEL: 5/5


8 comentários:

  1. Comprei este livro, estou aguardando ansiosamente ! Sou fã da banda, e Nasi é um roqueiro a moda antiga, que se mete em confusões e tem grandes histórias pra contar.

    Um detalhe : o título de cada capítulo é o nome (ou trecho) de uma música do Ira! ;) Engraçado que os dois últimos exemplos que você deu são da mesma música !

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    1. Olá Adriano, adorei esse detalhe, realmente não sabia. Mais m motivo para que eu tenha adorado essa livro.

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  2. o livro parece legal, mas não é um livro q eu leria

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  3. Adorei a resenha, o livro parece ser bem interessante. Gostei da parte em que podemos ver depoimentos de outras pessoas no livro também. Bjs, Tami.

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  4. Oi Fê, tudo bem? Eu confesso que não conhecia a banda, mas gosto bastante de biografias. Mesmo assim, não sei se leria, rs.
    Beijos, parabéns pela resenha.
    http://alanahomrich.blogspot.com.br/

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  5. Gosto da banda, mas não sou muito fã de ler livros com essa temática só se eu for fã entendes???? Mas valeu pela dica e adorei sua resenha, bjos!!!

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  6. Oi!!! Vou fazer a resenha do livro no meu canal literário e estava procurando outras opiniões por aí, e acabei encontrando seu blog! Gostei muito!!
    Só um detalhe: o nome dos capítulos são todos trechos de musicas do Ira! Mais adequado, impossível!
    Se tiver interesse em conhecer meu canal, passa lá: youtube: lidolendo.
    Bjo da ISA!

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    1. Oi Isa, obrigada pelo comentário e visita aqui no blog :) Então, só fui saber desse detalhe dos capítulos depois que postei a resenha. Achei realmente muito bem bolado. Bjs.

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Muito obrigada por visitar o blog. Espero que tenha gostado e volte sempre! Fê ♥

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