4 de maio de 2013

Resenha: Concunhada não é parente - Paola Fanticelli, Editora Multifoco

Informações do livro:
Título: Concunhada não é parente
Ficção Brasileira
Autor: Paola Fanticelli
Editora: Multifoco
Páginas: 205
SKOOB | GOODREADS



Sinopse: Quando conheceu Olga, sua cunhada, Cristina estaria mentindo se dissesse que não gostara dela na hora. Na verdade, começara a detestá-la quase que no mesmo segundo, sentimento que rapidamente se transforma em ódio e numa ferrenha rivalidade com os subsequentes e violentos choques entre ambas. Mas, como Cristina logo percebe, Olga pode ser o maior, mas não é seu único problema entre os Resende, onde apenas Maurício, sua fonte de segurança matrimonial, parece relativamente inofensivo. A atração que se desenvolve entre ela e Miguel, seu cunhado, se transforma rapidamente numa fonte potencial de problemas, e Teresa, sua sogra, não demora a mostrar como não é exatamente uma gracinha. Paralelamente a tudo isso, Cristina ainda se envolve numa relação inconstante e irresistível com uma bela tentação, que responde pelo nome de James Colbert. E, se tivesse sido apenas isso, a vida de Cristina já teria sido suficientemente complicada. Infelizmente para ela, porém, houve mais. Muito mais.





Resenha: Intenso. É a palavra certa para definir “Concunhada não é parente” da autora Paola Fanticell. O livro possui uma narrativa forte e ao mesmo tempo dinâmica. Quando comecei a ler, imaginei que a história seria completamente diferente e confesso que me surpreendi bastante pelo jeito marcante do enredo. Não me identifiquei com os personagens, porém o que mais achei válido nesta trama foi a maneira como foram expostos os pensamentos e ações ousadas e complexas de cada um.


“Mesmo assim, mesmo que não tivesse rolado nenhuma simpatia, Cristina podia ter se recuperado e convivido com a tal Olga com mais amabilidade pelos anos seguintes se só tivesse acontecido aquilo. Afinal, primeiras impressões nem sempre se confirmam. Se tivesse sido apenas esse primeiro choque, as coisas talvez tivessem ficado bem entre elas pelos vinte anos seguintes. Mas não, Olga Rach-não-sei-de-quê tinha que ter mais surpresas.” Pg.18


A personagem principal se chama Cristina, uma moça que veio de uma origem pobre, e que só pensa em se dar bem na vida e principalmente, conseguir um bom partido para garantir o seu futuro. Essa moça promete uma boa polêmica. Quando ela conhece Maurício, começa um relacionamento forte com ele, já que ele é rico e aparenta ser uma boa pessoa, apesar de ser um tanto sem graça. 

Porém, assim que conhece seu irmão, Miguel, começa a sentir uma inegável atração por ele, sendo que ele é muito mais atirado e sedutor que o próprio irmão. Miguel tem uma namorada chamada Olga e assim que as duas se conhecem a empatia aparece na hora, assim como um sentimento forte de rivalidade e inveja. Achou confuso? Pois é, mas os fatos não param por ai. Cristina se vê ao redor de vários conflitos, intrigas e problemas pessoais.

Esse é um livro que pode trazer ao leitor diversos sentimentos de raiva e irritação, e ao mesmo tempo apresentam uma história leve, agradável e descontraída. Da mesma forma, nos remete à leitura com uma proposta diferente e realista.


“Foi quando a luz se fez na sua cabeça, e a noção de que estavam sozinhos, sem ninguém que os comprometesse num raio de muitos quilômetros pela primeira vez desde sempre bateu com força na sua mente. Com todas as suas implicações.” Pg.173


Classificação SEL: 3/5


Um comentário:

  1. Eu adorei o nome do livro, sério. Talvez eu dê uma chance a ele.

    Beijos,
    biblioteca-de-resenhas.blogspot.com.br

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