28 de maio de 2013

Resenha: O Espadachim de Carvão - @affonsosolano @fantasycdp

Informações do livro:                                 
Título: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Editora: Fantasy - Casa da Palavra
Páginas: 256

Sinopse: Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.




Resenha: Este é um livro que nos apresenta uma história realmente original, com descrições bem construídas e cenas espetaculares, dignas de um bom filme. A exposição dos personagens é tanta que é como se o leitor conseguisse adentrar dentro da narrativa, de um modo mais envolvente e, portanto, surreal. Affonso Solano está de parabéns por criar um enredo intenso e inteligente, a ponto de fazer com que desperte total atenção para a trama. A fantasia está presente em todos os momentos e é impossível não se encantar pelo universo narrado.


“Eles invadiram o depósito com uma intensidade ensurdecedora, ecoando pelas paredes e agulhando os tímpanos do espadachim. Ele tapou os ouvidos e estimou no mínimo cinco deles lá fora, emitindo o som insuportável para que pudessem enxergá-lo.” Pg.09


Conhecemos então, o protagonista – Adapak – um jovem sagaz de dezenove ciclos, pele cor de carvão e olhos muito brancos, que se encontra isolado, ou talvez possa-se dizer perdido em sua própria plenitude. 

Ele é dilho de um dos quatro deuses de Kurgala. Esse personagem foi muito bem adaptado na trama, pois passa a sensação de ser mais realista e ingênuo. Na verdade, é o tipo de pessoa que pode-se apontar muitas semelhanças com nós mesmos. 

Dando destaque, é claro, que ele gosta bastante de livros e tem muito conhecimento guardado consigo, sem falar de suas várias habilidades. Ele é meio que único em Kurgala, e agora precisa entender mais sobre sua origem neste cenário. Sem falar que Adapak está sendo caçado por algumas criaturas assassinas, e para piorar, nem sabe por qual motivo.


“Adapak tinha um rosto anguloso e de traços be desenhados. Ele não tinha nariz ou orelhas; apenas um par de orifícios para cada. Sua boca era pequena e de lábios finos, ocultando 28 dentes brancos e bem cuidados. Seu par de olhos também era branco, apesar de uma observação mais honesta revelar que as pupilas eram brancas e por isso, sem o contraste dos globos oculares (também brancos) seus olhos finalizavam uma aparência sem vida e intimidade para um observador mais relapso.” Pg.19


No inicio, sua jornada – ou fuga – pode se tornar um tanto quanto confusa, mas no decorrer dos fatos, somos introduzidos melhor e começamos a entender com mais clareza as informações repassadas e o por quê dos acontecimentos. 

Somos conduzidos a saber do seu presente e para dar um acréscimo, ainda há intercalações com referencias a fatos passados, fazendo com que os fatos sejam ainda mais explicados de uma forma mais coesa. Toda essa idealização pela luta por sobrevivência acrescenta novos sentidos e experiências ao personagem, enriquecendo ainda mais o seu conhecimento e cultura.


O Espadachim de Carvão é completo e único. Traz a tona personagens intensos, desde deuses até criaturas mais diversificadas e crenças exploratórias. È uma trama fantasiosa, que ainda contém aventura, mitologia, ação, muito mistério, e até uma pitada de romance. 

É uma viagem dimensional e única, idealizando os pontos centrais de um modo carismático, planejado e particularizado. Com certeza, é a leitura certa para quem curte literatura fantástica.


Classificação SEL: 4/5


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