2 de julho de 2014

Resenha: Laranja mecânica - Anthony Burges, Editora Aleph

Informações do livro:
Título: Laranja mecânica
Título original: A clockwork orange
Autor: Anthony Burges
Editora: Aleph
Páginas: 354
Edição especial 50 anos
Material inédito e ilustrações: 
Dave Mckean, Oscar Grillo & Angeli




Sinopse: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo. Agora em nova tradução brasileira.



Resenha:Laranja mecânica” de Anthony Burges, é um livro clássico muito complexo e que trabalha com várias formas de entendimentos perante o ambiente e personagens analisados. Essa obra foi escrita em 1961 e posteriormente publicada em 1962, e a edição que eu tenho, em parceria com a Editora Aleph, é a especial comemorativa de 50 anos da publicação.





A EDIÇÃO ESPECIAL DE 50 ANOS

Os detalhes são muito bem reproduzidos e a diagramação segue padrões excelentes em qualidade. A capa dessa edição é dura e há ainda o acabamento de luxo e os complementos das ilustrações em cada uma das três partes que dividem o enredo. Todo o detalhamento é baseado na própria estrutura do texto e é possível perceber que existe um conceito especificado em cada analise.



Antes de adentrar na narrativa discursiva, influente e filosófica, faz-se uma pequena introdução sobre o livro, das diversas referências, conquistas e edições anteriores, bem como a respeito do autor John Anthony Burgess Wilson. É muito interessante poder adentrar num mundo tão abrangente, perturbador e rico em discrições perspicazes e equilibradas.

Há várias curiosidades e tantas outras explicações sobre referencias culturais, além da inserção de textos inéditos, notas e impressões sobre a historia, de acordo com as criações e ajustes próprios. Também é possível conferir uma nota muito importante sobre a nova tradução brasileira e seus contextos. Nas últimas páginas ainda tem algumas páginas dos originais, com outras notas e ilustrações do próprio autor.


As ilustrações são um detalhe que merecem destaque justamente pelo fato de representarem cenas importantes. Cada ilustrador ficou responsável por uma parte, sendo que Dave Mckean ficou responsável pela primeira parte, Angeli pela parte dois e Oscar Grillo pela terceira parte.

O ENREDO

A leitura de Laranja mecânica foi um grande desafio, porque sabia um pouco do enredo somente por conta do filme, que assisti há muito tempo atrás. Sempre tive uma enorme curiosidade sobre essa ambientação cautelosa, violenta e repleta de detalhes, por isso acredito que foi muito interessante ler essa edição tão completa, capaz de me apresentar visões mais claras e objetivas.


O personagem principal Alex é um jovem criminoso conturbado, mas claro que há inúmeras definições para seus atos interesseiros. E é por esses princípios que são demonstrados tudo que ele é capaz.  Tantas reflexões podem servir de base para discussões sobre a má conduta, que chega até a ser um pouco repetitivo, mesmo sendo previsível e totalmente realista nos dias atuais.


A partir do momento em que ele é capturado por um de seus crimes, muitas coisas começam a mudar. O embasamento segue os comentários de um tratamento excêntrico e intricado para ver se existe solução de seu comportamento violento. São várias etapas de pensamentos contraditórios sobre a liberdade, constrangimentos e duvidas de reintegrações.

Ambientado num caminho mais futurista e mencionando julgamentos sociais, a violência é bastante retratada por meio de cenas fortes, polêmicas, chocantes e abruptas. Escolhas e instintos são questionados do começo ao fim e é muito relativo tentar fazer comparações e citar exemplos de modelos perfeitos.


A linguagem não é nenhum pouco fácil, já que o autor cria expressões únicas e por vezes estranhas e loucas, mas para quem não consegue se adaptar ainda há nas últimas páginas um glossário Nadsat (muito útil). Por fim, conclui-se que o fator mais relevante são os pontos de vista das mudanças do personagem e de como há reviravoltas de acordo com suas atitudes surpreendentes.




“ – Então, o que é que vai ser, heim?
Éramos eu, ou seja Alex, e meus três druguis, ou seja, Pete, Georgie e Tosko, Tosko porque ele era muito tosco, e estávamos no Lactobar Korova botando nossas rassudoks pra funcionar e ver o que fazer naquela noite de inverno sem-vergonha, fria, escura e miserável, embora seca.” Pg.41


Classificação SEL: 4/5 


4 comentários:

  1. já ouvi muita gente falando bem deste livro, e tenho curiosidade em ler, mas acho que não me agradará muito não ;x
    não sabia que ele tinha tantas edições assim, e que era tão antigo :O hehe
    esta edição está incrível!!!
    tenho medo de ler por a leitura não ser muito fácil... normalmente isso me estressa ;x

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  2. Livro Perfeito!!! Com essa edição então, ficou mais maravilhoso ainda! <3

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  3. Oi Sel :)

    Eu quero ler esse livro já faz um tempo, mas me recuso a ler com outra edição a não ser essa, por isso irei esperar baratear mais um pouco. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  4. Adoro classicos, gostei da resenha e quero ler esse

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