31 de março de 2015

Resenha: Não-sei-quê - Stefan Bachmann @galerarecord

Informações do livro:
Título: Não-sei-quê
O Peculiar #2
Título original: The whatnot (The Peculiar #2)
Autor: Stefan Bachmann
Editora: Galera Record
Páginas: 272




Sinopse: Pikey Thomas não tem nada. Nem família nem amigos... nem dois olhos normais. Mas sua visão, quem diria, tem algum valor. Seu olho cinzento, capaz de enxergar o que não está à sua frente, pode ser de alguma valia para o irmão de Hettie — o corajoso aventureiro Bartholomew Kettle. Alguma valia para o nobre que o adotou. E Pikey faria qualquer coisa para escapar do passado, qualquer coisa por uma nova chance. O destino dessas três crianças está prestes a se entrelaçar. E o resultado pode acabar com o mundo das fadas e o dos homens.



Leia também:
O Peculiar- Stefan Backmann (Galera Record)


Sem spoilers



Resenha:Não-sei-quê” é a sequência de O Peculiar, do autor Stefan Bachmann. E assim como o volume anterior, este também consegue explorar características importantes dos personagens, bem como de toda a problemática. A melhor parte é que a ambientação se passa numa sombria e misteriosa Londres, sem contar que as eventuais passagens de seres fantásticos torna tudo mais estimulante e impetuoso.

Pikey Thomas se mostra um garoto extremamente solitário, mas há algo que o torna importante no enredo. Ele pode não ter muita percepção do perigo – o que eu realmente considero como arriscado demais – só que seus fundamentos dão uma nova direção para Bartholomew Kettle. E é claro que Barthy nunca desistiria do propósito de encontrar sua irmã Hettie. A esperança nunca o abandonou e ele é, de fato, o personagem mais corajoso, persistente e fiel aos seus princípios.

Hettie passa bastante trabalho em sua viagem interminável (e ainda mais irregular), mas pelo menos consegue aprender algumas coisas úteis – e outras nem tanto – diante das experiências mais enroladas. É o mínimo, já que nada parecia mais fazer sentido. E é por isso mesmo que não dá para ter certeza nenhuma dos próximos acontecimentos. Ainda bem que o autor empreende bastante sobre ela e suas passagens, já que é realmente o esperado desde o início.

A narração segue o mesmo ritmo complexo de antes, claro com alguns acréscimos de detalhes. A capa também se mostra igualmente fantástica, já que é possível notar um pouco da complexidade da trama. Acredito, entretanto, que há algumas situações que podem ser descritas como incompreendidas – isso ou fato de eu não ter entendido o sentido da cena – mas enfim, talvez essa sensação faça parte do contexto abordado.

A magia também está presente na história, e incentiva ainda mais o leitor a entender como algumas coisas são possíveis. Afinal de contas, as fadas expõem jeitos bem distintos e arriscados, motivo principal para que muitas coisas não aconteçam da maneira esperada. Surgem muitos julgamentos nesse decorrer, assim como oportunidades e o diferencial é saber aproveitar cada uma delas.

De modo geral, é uma continuação boa, sendo que explora novos ângulos da batalha decorrente. O desfecho também não poderia ser mais satisfatório e emocionante, por conta dos reencontros, descobertas, acordos e afins. Este livro apreende uma mensagem sutil, porém marcante, de que é possível encontrar nosso caminho, mesmo que nada pareça conspirar ao nosso favor. (♥)

“Não sonhou com maças naquela noite, por mais que fosse seu desejo. Sonhou com a garota de cabelos de galhos. As enormes árvores escuras a rodeavam, inclinando-se para baixo. Sua camisola fina agitava-se ao vento. Ela caminhava, encurvada e cansada, na direção dele, mas parecia que nunca se aproximava. E parecia tão triste. Tão triste e solitária embaixo daquelas gigantescas árvores negras.” Pg.61

Classificação SEL: 4/5


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