28 de abril de 2015

Resenha: A evolução de Calpúrnia Tate - Jacqueline Kelly @UnicaEditora

Informações do livro:
Título: A evolução de Calpúrnia Tate
Título original: The Evolution of Calpurnia Tate 
(Calpurnia Tate #1)
Autor: Jacqueline Kelly
Editora: Única
Páginas: 384




Sinopse: Calpúrnia Virginia Tate tem 11 anos em 1899, quando pergunta o porquê de os gafanhotos amarelos em seu quintal serem tão maiores do que os verdes... Com uma pequena ajuda de seu notoriamente mal-humorado avô, um ávido naturalista, ela descobre que os gafanhotos verdes são mais fáceis de ser vistos contra a grama amarela e, por isso, são mortos antes que possam ficar maiores. Por gostar de explorar a natureza ao seu redor, Callie acaba criando um relacionamento próximo com seu avô enquanto enfrenta os desafios de viver com seis irmãos e se depara com as dificuldades de ser uma garota na virada do século. Em seu livro de estreia, Jacqueline Kelly habilmente traz Callie e sua família para a vida, capturando o crescimento de uma jovem com sensibilidade e humor.




Resenha: A evolução de Calpúrnia Tate”, de Jacqueline Kelly, é um livro sutil, doce, crível e ao mesmo tempo complexo. O enredo pode até parecer simples, mas o leitor se engana a medida em que percebe o quanto pode aprender com as experiências narradas. E outra coisa: será que é possível não se apaixonar por essa capa incrível?! Eu realmente acho que não...

Calpúrnia Virgínia Tate – conhecida também por Callie Vee – é uma garota bem curiosa e observadora, mas acredito que é algo bem normal para sua idade. Aos 11 anos a gente quer desvendar o mundo para encontrar algumas respostas para nossas inúmeras perguntas. Então, é bem fácil se identificar com seus pensamentos inteligentes, ingênuos, persistentes e, de certa forma, cuidadosos.


A protagonista tem seis irmãos e logo no começo o texto se encarrega de esclarecer algumas ocorrências sobre si mesma e das pessoas que a cercam.  Seu jeito é cativante, seja por conta da liberdade esperada ou do conhecimento que tanto almeja. Assim, a menina faz anotações de suas descobertas e hipóteses, garantindo vários olhares críticos sobre a natureza e seus mistérios.

Entre outros seres, são os gafanhotos que dão início a uma jornada importante de pesquisas e possibilidades. Isso porque Texas é um local muito quente, sendo que acabam surgindo muitos insetos e despertando seu real interesse. E Walter Tate, seu avô, é outro personagem que se destaca. Ele é naturalista e faz com que Callie se sinta segura para desvendar novos caminhos, independente das lacunas que possam surgir. Essa relação não parece ser muito duradoura no início, mas é ainda mais interessante notar o quanto os laços familiares se intensificam aos poucos.

Walter passa a maior parte do seu tempo no laboratório, além de estar cercado de livros e demais teorias, cenário mais que perfeito para chamar a atenção dela. E a ambientação é diferente, principalmente por ser no ano de 1899, mas é claro que há alguns detalhes que determinam algumas origens e decisões. Melhor ainda é ter as percepções no livro de Charles Darwin acompanhando a menina, apresentando algumas direções e novos entendimentos.

O leitor não consegue decifrar quais os próximos passos a serem apresentados e é por isso mesmo que tudo se torna ainda mais instigante, apesar de um tanto surreal. A época é exigente por si mesma e também não incentiva muito suas habilidades, tornando tudo ainda dificultoso. Ainda bem que ela consegue contornar as situações com seu jeito envolvente e prático. Pesquisei mais sobre a autora e descobri que há um segundo livro “The Curious World of Calpurnia Tate”, porém ainda sem publicação no Brasil, mas acredito que em breve a Editora Única estará anunciando essa sequencia.

“Voltei para meu quarto e contemplei o enigma do gafanhoto. Eu tinha um dos gafanhotos pequenos e verdes em um vidro no armário do meu banheiro, e fiquei olhando para ele em busca de inspiração. Não tinha conseguido pegar um dos amarelos grandes, ainda que eles fossem muito mais lentos.” Pg.19-20.
Classificação SEL: 4/5


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