16 de outubro de 2017

Resenha: Perto o bastante para tocar - Colleen Oakley, Bertrand Brasil

Informações do livro:
Título: Perto o bastante para tocar
Título original: Close Enough to Touch
Autor: Colleen Oakley
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350



Sinopse: Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido - e as pessoas que o habitam. Uma dessas pessoa é Erik Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa de seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos livros. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee...


Resenha: "Perto o bastante para tocar", de Colleen Oakley, é um livro que emociona muito, em especial porque o leitor tende a se colocar no lugar da personagem central, e no meu caso, não consegui nem imaginar como seria minha vida diante de tal situação. Mas qual situação? Enfim, a sinopse dá aquela apresentada básica sobre o caso da jovem Jubilee Jenkins, mas já é de se esperar que seja bem mais complexo né?!

A condição de Jubilee é mesmo rara, então já começa sendo extremamente complicado pensar em como uma pessoa pode ser alérgica ao toque humano. Já é de se esperar que a garota tivesse seus momentos de crise e com uma moral ainda mais baixa. É normal pensar também que seria solitária e até considerada estranha perante as pessoas que a conhecem. Mas será que alguém já tentou conhecê-la mais a fundo?! 

Tudo se torna muito desanimador e a compreensão se mostra devastadora a cada página lida. É um drama que mexe muito com as nossas estruturas, quanto a isso não há como negar mesmo. As coisas tendem a piorar após a morte de sua mãe, mas é a partir desse momento que ela sabe que precisa dar um direcionamento em sua vida, arranjar um emprego e tentar não ter expectativas demais sobre suas ações e em especial pelas interações humanas.


Então surge Erik Keegan e é impossível não se apaixonar. Ele também tem as suas parcelas de dramas, não tão marcantes quanto a de Jubilee, mas isso não quer dizer que ele também não se sinta perdido sobre como agir, ainda mais quando o assunto envolve seus filhos. Uma coisa é certa: a autora soube muito bem como trabalhar o realismo nesse enredo, e os leitores precisam compreender bem esse aspecto.

Surgem muitos questionamentos sobre como um relacionamento assim pode dar certo. Seria apenas questão de paciência e muita persistência?! Existem outros elementos tão importantes quanto, e a narrativa se encarrega de mostrar as reais possibilidades para ambas as partes. Eles conseguem se apoiar sim, cada um a sua forma, o que torna tudo ainda mais especial.

Gosto muito desse estilo de capa, então não posso deixar de comentar que é um ponto que se evidencia muito para mim. Enfim, eu recomendo muito essa leitura, muito mesmo, ainda mais aos que gostam desse tipo de enredo, para quem consegue encontrar algum tipo de identificação e em especial para aqueles que já conhecem a escrita da autora, que é muito delicada e cativante (Também já li e recomendo muito a leitura de "Antes de partir".

Classificação SEL: 5/5


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