8 de junho de 2018

Resenha: Um ano solitário - Alice Oseman, Rocco Jovens Leitores

Sobre o livro:
Título: Um ano solitário
Autor: Alice Oseman
Editora: Rocco Jovens Leitores



Sinopse: Estreia da jovem Alice Oseman na literatura Young Adult, Um ano solitário foi chamado de “O apanhador no campo de centeio da era digital” pelo jornal The Times. Cativante e genuíno, o romance acompanha a transformação de Tori Spring de uma adolescente apática em alguém que precisa deixar sua zona de conforto para trás. Tirando o blog onde escreve sobre seu pessimismo crônico e o irmão Charlie, que se recupera de um problema que o levou a tentar o suicídio, Tori se mantém indiferente ao resto do universo – incluindo o colégio, sua melhor amiga, garotos, filmes, livros, seus pais. E permanece alheia quando Michael Holden, novo na escola, tenta convencê-la a investigar um misterioso site chamado Solitaire, que tem causado algumas confusões no colégio. Tori mal percebe o esforço de Michael e de um outro amigo para se aproximarem dela. Mas quando as brincadeiras e jogos promovidos pelo grupo virtual começam a ficar estranhamente perigosos, a garota precisa dar um passo que pode mudar sua vida – e a maneira como vê o mundo e se relaciona com as pessoas – para sempre.


Resenha: "Um ano solitário", de Alice Oseman, conseguiu superar todas as minhas expectativas, primeiro por conta do ótimo desenvolvimento e depois pela narrativa diferenciada, delicada e cheia de reviravoltas e críticas também. Claro que nos faz pensar muito sobre certas temáticas abordadas no livro, o que torna tudo ainda mais interessante. 

A personagem central passa várias incertezas ao leitor, mas é justamente nesse ponto que ela se torna tão impactante aos nossos olhos. Pela minha parte, foi possível encontrar várias semelhanças sobre sua personalidade (comigo ou com alguém que conheci) e isso também é um detalhe bem especial.

É complicado poder perceber que algumas pessoas podem ter más intenções tão intensas, e é claro que na adolescência tudo se intensifica demais e surgem muitas duvidas nesse percurso. Os sentimentos também são bem inesperados, e quem é, ou já foi, adolescente pode confirmar isso mesmo. Para alguns não existem tantos temores, mas para outros sim. E vale ressaltar que cada um possui suas diferenças, suas qualidades, seus defeitos.. Enfim, essa minha reflexão é totalmente por conta da leitura desta obra.

 E é por isso que vale comentar que a personagem Tori Spring tem muito a oferecer perante nossa própria sociedade. Isso porque não é difícil pensar em algumas situações semelhantes já vistas por aí. O grupo Solitaire, baseado no jogo "Paciência" também inova por conta de seus enigmas e riscos que o envolvem. Esse mistério é bem determinante por sinal. Mas as conexões também se mostram muito bem desenvolvidas, sendo que o leitor tenta compreender todos os passos analisados no conceito. 

Esse livro não possui muitas reviravoltas, porém apresenta mensagens bem especiais, e nesse caso garante boas reflexões também, em especial sobre as várias mudanças numa fase meio "estranha" digamos assim. Mas existem certas surpresas que garantem cenas bem convincentes também. 

Uma coisa é certa: acredito que a autora tentou expor (e trabalhar com) a honestidade diante do ponto central dessa obra, e isso é o que mais chamou a minha atenção.

Ah, sobre essa capa: só posso mencionar que está fantástica, a editora arrasou!

Classificação SEL: 4/5


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