26 de julho de 2018

Resenha: Dias de despedida - Jeff Zentner, Editora Seguinte

Sobre o livro:



Sinopse: "Cadê vocês? Me respondam." Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?


Resenha: Me arrepia só de pensar nessa história. "Dias de despedida", de Jeff Zentner, possui um estilo de narrativa muito intenso, em especial por causa das emoções trabalhadas. Nunca é fácil fazer abordagem a respeito de perdas, e esse contexto não deixa a desejar no quesito de fazer o leitor se emocionar.

O livro explora os laços de amizade, e de como essas relações influenciam na vida de uma pessoa, indiretamente ou não. Nesse caso, temos a oportunidade de acompanhar Carver e suas intimidades com seus melhores amigos em "A trupe do molho". 

Na verdade, a gente entende o quanto eles eram unidos, porém logo o protagonista se vê sozinho e desolado com a morte dos três amigos. Conflitos se tornam decorrentes demais a partir disso - e de forma um tanto assustadora.

Ai você pensa, nossa isso é uma loucura. Como lidar com uma perda tão grande e repentina? E é assim, diante de uma premissa tão inesperada, que a autora conseguiu apresenta mensagens sobre a ausência em si, a culpa pelo ocorrido e pela "vida que segue" - se é que conseguem entender esta expressão diante do ângulo exposto.

Mas porque culpa né? Então, ai que surge o drama. Carter também poderia ter sido mais uma vítima do acidente de carro que envolveu seus amigos. Ele não estava na ocasião, porém estava no telefone falando com quem estava dirigindo. Por fim, surge o questionamento: e se ele não tivesse ligado?

Então é ai que entram os julgamentos das pessoas ao redor, e tudo fica extremamente complicado. Há vários lados para compreender (mas por fim, se torna incompreensível), mas o maior sentimento, sem dúvida é o da indignação. 

É a irritação por saber que o rumo poderia ser diferente, e por não conseguir se colocar no lugar do personagem nessa trama. Ao mesmo tempo, me peguei chorando descontroladamente, diante de momentos de muita comoção e sensibilidade. Enfim, é um livro especial e com um toque bem delicado também.

Classificação SEL: 4/5


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