14 de maio de 2013

Resenha: Filhos do fim do mundo - Fábio M. Barreto @fantasycdp

Informações do livro:
Título: Filhos do fim do mundo
Autor: Fábio M. Barreto
Editora: Fantasy – Casa da Palavra
Páginas: 288

Sinopse: Quando as crianças do mundo param de nascer, um repórter se prepara para sua última matéria sobre o começo do fim do mundo. É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama. Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré- apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.




Resenha: A leitura de “Filhos do fim do mundo” pode ser considerada uma grande surpresa para mim. Digo isso, pois comecei lendo de uma maneira despretensiosa, e logo nas primeiras páginas, já fiquei fascinada pela história. A maneira como o autor introduz os acontecimentos se torna arrebatadora sobre aspectos de total entendimento ao leitor. 

A iniciar pelo prólogo, que a meu ver, deu um ar de engrandecimento a trama, enfatizando o que viria a seguir, de uma maneira intensa e misteriosa. Outro detalhe relevante é sobre os personagens, que são apresentados como o Repórter, o Diretor, o Capitão, a Esposa, o Blogueiro, entre outros, e não com nomes específicos, dando um ar mais impessoal e atípico. 

A trama nos apresenta muitos personagens, e de modo dinâmico e irreverente, o autor desafia o leitor a conhecer os vários ângulos de cada personalidade. E de outro lado, podemos conhecer e refletir acerca dos valores que nos são repassados diante de uma situação difícil e surreal.


“Todas as crianças da maternidade estavam mortas. Todas. Atrás dele, o relógio marcava meia-noite e cinco minutos. A luz verde do calendário eletrônico brilhava com ar fúnebre. Eram os primeiros minutos do fim do mundo.” Pg.14


Imagine acontecer uma tragédia ao qual as crianças – bebês recém nascidos – estão envolvidas. Se parasse por aqui, tudo bem, mas essas mesmas crianças estão morrendo e aparentemente não há uma solução que defina o ocorrido. Todos estavam assustados e a situação só piorava diante do caos que estava se instalando, já que plantas e animais também estavam sendo vítimas do ocorrido. 

Neste cenário, as pessoas se viam cada vez mais fragilizadas, diante das perdas e de tantas incógnitas. Quando um Repórter é chamado para cobrir esse acontecimento, ele nunca esperava o que viria a seguir. Na verdade, ele já havia estado diante de casos onde as pessoas realmente acreditavam no fim do mundo, porém ele, assim como diversas outras pessoas, sempre falavam que tudo não passava de uma loucura. Será mesmo? 

O caso é que ele precisa encontrar, urgentemente uma solução, já que sua esposa está grávida e também corre o risco de perder o bebê assim que nascer. Inevitavelmente, ele vai se ver em uma situação duvidosa e contraditória, sem saber qual caminho seguir, diante de tantas revelações que lhe serão impostas. Por esse motivo, acredito que uma das grandes imposições retratadas será referente a ética, diante de um profissional perdido, onde a sua vida pessoal é posta em risco a todo tempo.

A narrativa é simples e ao mesmo tempo ágil, e o enredo é repleto de ação e momentos tensos do começo ao fim, já que o futuro de toda a humanidade estava em jogo e todas as perspectivas que o envolvia. No meio de tanto sofrimento e desespero, as pessoas buscavam pelo menos algum resquício de esperança e resultados positivos e animadores. 

O autor conseguiu criar uma história inovadora, apesar de haver tantas outras com referencias a temas apocalípticos. Além de que, fez uma interação com o leitor pelo fator envolvimento e emoção, porque praticamente nos colocamos diante das situações narradas, e imaginar todas essas coisas acontecendo, é um fato estranho e sofrido. 

E é justamente esse detalhe que faz com que a trama seja mais realista. Essa obra, mesmo sendo focada ao gênero da ficção cientifica, nos direciona a refletir também sobre nossa atual sociedade e do quanto podemos ser egoístas diante de situações criticas. O mundo reflete nossas ações e você já imaginou como seria a vida se algo de extrema importância deixasse de existir de uma hora para outra?


“Quantas vezes ainda se machucaria por culpa dessa doença incurável que o inspirava diariamente, mas que era responsável por tanto pesar? Quem conhece as verdades em primeira mão, nunca diz que “a verdade dói”. Isso é algo que se sente e não se deseja a ninguém. Ilusões constroem verdades mais tênues e aceitáveis, desprovidas da natureza crua e irrefutável do fato em si.” Pg.93


Classificação SEL: 4/5


Um comentário:

  1. Primeira resenha que leio sobre esse livro e me deixou fascinada! Parabéns pela resenha e valeu pela dica! Ahhh sabe o que gostei mais do seu blog??!! Aqui encontrei resenhas de livros "diferentes" e adorei!!! Parabéns!!!

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