3 de setembro de 2013

Resenha: Perdida @Carinarissi @Verus_Editora


Informações do livro:                                
Título: Perdida
Ficção Brasileira
Autor: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 472
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Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...






Resenha: Há tempos ansiava pela leitura de “Perdida” e confesso ter me surpreendido mais ainda do que esperava. Com uma narrativa sutil e agradável, Carina Rissi prende o leitor já pela premissa do livro e conduz a história sobre um olhar crítico envolvente. Sobre os personagens é preciso destacar as relevâncias de cada um e de como influenciaram na trama. Sofia é a protagonista e posso dizer que me identifiquei muito com ela. Na verdade é mais pelo fato dela ser tão modernizada e acostumada a ter tanta tecnologia ao seu redor, porque assim como ela, eu não saberia viver sem esses avanços.

“Como as pessoas conseguem viver sem computador por tanto tempo? – pensei. Levaria dias para que eu conseguisse colocar em ordem meus e-mails, minha conta no facebook e, bem provável, não conseguiria ler todas as postagens no Twitter. Teria que fazer isso assim que chegasse em casa. Ficar sem internet era como se eu deixasse de existir, não fizesse mais parte do mundo. Completamente isolada virtualmente.” Pg.13

O celular também era um item indispensável na vida de Sofia e depois que o mesmo caiu no vaso sanitário – juntamente com todos os seus contatos, agenda e músicas – era uma necessidade primordial ter que comprar um novo. Só que ela nunca iria imaginar que este fato mudaria sua rotina de uma hora para outra. Uma moça, por sinal muito estranha, vendeu um celular que lhe pareceu perfeito, com tudo que precisava, mas acabou se mostrando algo bem mais complexo e surreal.

Sofia era muito engraçada e em nenhum momento se mostrou chata ou irritadiça. Mas sua histeria se fez presente em alguns momentos, sendo que aos poucos foi revelando um conflito de sentimentos dentro dela. Mas de qualquer maneira o importante dessa personagem é que desde o princípio apresentou ter uma personalidade forte e própria. Simbolizava bem o estilo da mulher dos tempos atuais: independente pessoal e financeiramente, com ideais diferenciados e peculiaridades afins. Sendo desse jeito, uma pessoa com suas atribuições nunca poderia se imaginar vivendo em um século passado, mais precisamente no ano de 1830.

Em um ambiente totalmente diferente ao qual estava acostumada, Sofia demorou a acreditar onde estava, mas mesmo que tentasse negar, o lugar já falava muito por si: homens com carruagens, linguagem carregada, roupas marcantes de época, comida mais leve, e sem falar nas coisas que ainda não tinham sido inventadas. 

Depois de um tempo, Sofia recebeu um chamado através do celular e a mesma moça que o vendeu disse que ela só sairia desta situação se conseguisse encontrar o que estava procurando. Enigmático ou não, ela voltaria de uma forma ou outra, porém era como se estivesse recebendo uma ajuda dos céus para poder se redescobrir. 


Claro que ela não poderia sair por ai falando que veio do futuro, Em paralelo, um homem de muito bons modos e conservador à sua época, cruzou em seu caminhou e no decorrer dos fatos os dois foram se aproximando bem mais do que esperavam. Seu nome era Ian. E assim como ele, sua irmã chamada Elisa se mostrou uma das personagens mais sinceras e inocentes do enredo. Vale destacar que “Perdida” também faz referencia as obras de Jane Austen e seus maravilhosos romances – que nesta época ainda estavam sendo descobertos.

O relacionamento de Ian e Sofia despertou as mais variadas emoções e em vários momentos me peguei sorrindo, tentando imaginar as cenas e de como o desenvolvimento de qualquer tipo de sentimento se tornou tão perceptível e concreto. Tudo parecia um sonho tão convidativo nas palavras da autora e é como se sentíssemos as mesmas sensações dos personagens. Eu amei a Sofia e mais ainda o Ian. Quero ver o filme que será baseado em “Perdida” – pressinto que irei me emocionar em todos os momentos.


“Seu toque quente deixou minha pele formigando. Minha respiração se acelerou, senti meus joelhos falharem. Olhando dentro de seus olhos profundos, não pude dizer que ele estava enganado. Não consegui dizer nada, na verdade. Porque, quando ele disse que meu lugar era ali, ao menos naquele momento, com a voz cheia de emoção, fiquei completamente perturbada. Parte de mim acreditou nele.” Pg.133

Classificação SEL: 5/5


4 comentários:

  1. Oie :)

    Sinceramente esse livro já é um dos primeiros que quero ler, tenho certeza absoluta de que irei gostar e preciso comprar o quanto antes, beijos !!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/ ( comenta lá :D )

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  2. Eu é que estou perdida por ainda não ter lido este livro.
    Bjs, Rose.

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  3. Esse livro é perfeito.

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  4. Amo a Carina Rissi. Li "Procura-se um Marido" e gostei bastante, e sua resenha contribuiu bastante para aumentar a vontade de ler Perdida. ;)

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