17 de setembro de 2013

Resenha: Presas @marcodemoraess @NovoSeculo

Informações do livro:                                
Título: Presas
A dádiva da escuridão
Autor: Marco de Moraes
Editora: Novo Século
Páginas: 288



Sinopse: A vida de um homem tem um novo início a partir da abertura dos seus olhos em plena cegueira que perdura por longos caminhos em que sua visão nada alcançava além de obviedades presas por suas limitações ante o desespero da perda de tudo: de tempo, de lugar, de nome. A luta do personagem, narrador deste livro, se dará pelo decorrer da sua busca pelo que emerge em pedaços de recordações, mistura de pesadelos e a sua realidade enfadonha, carregada de fardos que parecem não ter fim. Os dias de luz se foram; os filhos da noite se manifestaram e dominaram todos os cantos das noites profundas que perduram até a última gota de sangue maldita ser derramada.




Resenha: “Presas” do autor Marco de Moraes remete o leitor para dentro de uma história rica em detalhes fantasiosos e emoções intensas e ao mesmo tempo perturbadoras. O mistério acompanha as páginas desde o início até o final e é impossível não se envolver com as cenas apresentadas bem como os personagens.


“A perda de memória num tempo desmedido fez de mim um andarilho obediente a uma sina, um amanhã que me impelia a seguir por caminhos perante a escuridão tão densa que tomou o lugar do dia à força.” Pg.11.


A narração é colocada de modo abrangente, sendo que cada ação cria expectativas fortes em relação ao que vai acontecer. Diante de um ambiente carregado e obscuro, um homem acorda num pântano e não soube como havia chegado ali. Estava perdido e fragilizado, imundo e sem memórias. A partir desse momento, ele sabe que precisa trilhar um longo caminho para descobrir o que há por trás de tantos enigmas.


“Mistério: fui atraído novamente às árvores mórbidas, aquelas que se escondiam na escuridão ao redor do pântano, compondo uma paisagem singular, sucumbida pela neulosa pele cinza e por seus mistérios. Eu precisava fugir.” Pg.63.


Confesso que no inicio me senti um pouco retraída com a leitura e achei alguns pontos confusos, mas com o desenvolvimento da trama tudo vai se encaixando. Os obstáculos são inesperados e aos poucos, personagens secundários entram em cena para acrescentar um ritmo mais concentrado e tenebroso.


“Podia haver presas nas bocas que mordiam inocentes a chorar, mas existiam pessoas, que, como eu, queriam dias de sol em campos verdejantes.” Pg.70


É difícil fazer uma analise de alguém que não tem sua real vida exposta e isso inclui muito de sua personalidade. Em alguns momentos o leitor pode se perguntar o que é certo e errado diante de um trajeto surreal, estranho e destemido. Quanto a isso e já levando em consideração o desfecho do livro, acredito que cada pessoa poderá ter um ponto de vista diferente e por mais que haja certos enigmas, o final é mostrado como solução em vários aspectos.


“Corriqueiras eram minhas perdas dia adentro até chegar a noite. Caminhei convencido de que deveria contar apenas comigo e meus pressentimentos sobre como agir.” Pg.115


O acréscimo de seres míticos a história dá um ar mais complexo e é visto como um bom trabalho de elaboração, visto a dificuldade em expor os seres em determinadas visões.  Por fim, conclui-se que o trabalho de Marco de Moraes foi muito bem desenvolvido, sem falar que há uma grande ansiedade pela continuação.


Classificação SEL: 3/5


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