15 de janeiro de 2014

Resenha: A Casa do Céu - @AmandaLindhout @yocorbett @Novo_Conceito

Informações do livro:
Título: A Casa do Céu
Título Original: A house in the sky
Autor: Amanda Lindhout – Sara Corbett
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448




Sinopse: Quando criança, Amanda escapava de um lar violento folheando as páginas da revista National Geographic e imaginando-se em lugares exóticos. Aos dezenove anos, trabalhando como garçonete, ela começou a economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo.  Na tentativa de compreendê-lo e dar sentido à vida, viajou como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh e Índia. Encorajada por suas experiências, acabou indo também ao Sudão, Síria e Paquistão. Em países castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, ela iniciou uma carreira como repórter de televisão. Até que, em agosto de 2008, viajou para a Somália — “;o país mais perigoso do mundo”;. No quarto dia, ela foi sequestrada por um grupo de homens mascarados em uma estrada de terra. Mantida em cativeiro por 460 dias, Amanda converteu-se ao islamismo como tática de sobrevivência, recebeu “;lições sobre como ser uma boa esposa”; e se arriscou em uma fuga audaciosa. Ocupando uma série de casas abandonadas no meio do deserto, ela sobreviveu através de suas lembranças — cada um dos detalhes do mundo em que vivia antes do cativeiro —, arquitetando estratégias, criando forças e esperança. Nos momentos de maior desespero, ela visitava uma casa no céu, muito acima da mulher aprisionada com correntes, no escuro e que sofria com as torturas que lhe eram impostas. De maneira vívida e cheia de suspense, escrito como um excepcional romance, A Casa do Céu é a história íntima e dramática de uma jovem intrépida e de sua busca por compaixão em meio a uma adversidade inimaginável.




Resenha:A Casa do Céu” apresenta uma narrativa angustiante, porém valente e inspiradora. Amanda Lindhout passou por muitas coisas difíceis e nesse relato o leitor é redirecionado à memórias marcantes sobre suas origens, anseios por viagens e o retrato de uma tragédia cruel.

É necessário citar que antes o leitor adentra numa narração carregada de dramas, envolvendo a vida de Amanda e toda a trajetória desde a infância, problemas conturbados e sérios com a família, encontros e desencontros. O pai assumiu ser gay e a mãe se uniu com Russell, um rapaz mais novo que ela, inseguro e com crises de violência e bebidas. Sua família era complicada e um tanto descontrolada, mas apesar disso se amavam cada um a sua maneira.

Aos dezenove anos foi morar em Calgary, uma cidade com novas possibilidades e ela esperava encontrar um bom emprego na região. Até que conseguiu um para servir drinks no “The Drinks” um bar conhecido. Embora não fosse o que estava planejando e na época o namorado Jamie ter sido contra, Amanda conseguiu faturar bastante dinheiro no local e sentiu uma certa liberdade para aprender coisas novas. 

Tinha o desejo de viajar para algum lugar. Inicialmente desejou ir à África, mas em 2011 acabou reservando duas poltronas para uma viagem com destino à Caracas, capital da Venezuela em janeiro/2012, com regresso programado para seis meses depois. A época não era a mais favorável para viajar, só que eles não desistiram. Em seus planos, queriam ir, além da Venezuela, no Brasil e Paraguai.

Esse foi só o começo de tudo. Depois surgiu o fim do relacionamento com Jamie e Amanda seguiu sua vida normalmente. Tampouco não desistiu da ideia de viajar pelo mundo, fazer um “mochilão” e conhecer culturas novas. Essa sua rotina se mostrou bem atraente, ainda mais que em seguida ela começou a viajar bastante e escrever sobre suas aventuras. Parece ser tão divertido né?! Sua alegria em explorar e experimentar novos lugares e conhecer pessoas é palpável e contagiante.

O fato é que quando começou a trabalhar no meio jornalístico como repórter visitou lugares perigosos e assolados pela guerra. Assim ela iniciou sua jornada de trabalho como freelancer da TV Iraniana Press. O que ocorreu em sua vida foi devastador, ainda mais por aguentar tantas torturas e de diversas maneiras. Amanda e o fotógrafo australiano Nigel Brennan (seu ex-namorado) foram seqüestrados na Somália e suas vidas mudaram drasticamente, ficando em um cativeiro durante intermináveis 460 dias.

É uma leitura bem difícil e incompreensível, porque não temos nenhuma dimensão de tudo que ela passou nesse período. E por isso mesmo o envolvimento e o turbilhão de emoção se tornam maiores. Comecei a ler faz umas duas semanas e as interpretações ainda me deixam abaladas. É comovente entender o quanto uma pessoa pode agüentar diante de um momento difícil e ainda ter esperança para seguir em frente. Diante de um trauma é possível haver compaixão e perdão? Este livro comprova que sim.



“Éramos parte de uma transação desesperada, multinacional e importante. Éramos parte de uma guerra santa. Éramos parte de um problema maior. Fiz promessas a mim mesma sobre o que faria se conseguisse sair daquela situação. Levar minha mãe para viajar. Fazer algo de bom para outras pessoas. Desculpar-se pelo que fiz de errado. Encontrar o amor.” Pg.13



Classificação SEL: 4/5


As autoras:

Amanda Lindhout é fundadora da Global Enrichment Foundation (Fundação para o Enriquecimento Global), uma organização sem fins lucrativos que apoia iniciativas para o desenvolvimento, educação e ajuda humanitária na Somália e no Quênia. Para mais informações, visite: amandalindhout.com e globalenrichmentfoundation.com


Sara Corbett é colaboradora da revista do New York Times. Seus trabalhos também apareceram em publicações como National Geographic; Elle, Outside, O (­e Oprah Magazine), Esquire e Mother Jones.


6 comentários:

  1. Uau esse livro parece ser bem emocionante. Amei sua resenha.
    https://recantodapaah.blogspot.com/

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  2. Nossa fiquei impressionada com a sinopse e com a resenha. Esse livro parece ser um livro muito muito bom.

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br

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  3. sabe, eu gosto deste tipo de livro...
    parece ser bem marcante, para qualquer um...
    pretendo ler ele logo *-*

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  4. Apesar de gostar de leituras desse tipo, estou querendo sair um pouco desse usual, li muitos dramas nos últimos meses e preciso de uma parada. Então por agora não leria, apesar de saber que a história é algo sem igual.

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  5. Leitura difícil mesmo, não tem como não se emocionar e sofrer junto com a Amanda. Não sei como ela conseguiu ter forças.
    Bjs, Rose.

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  6. Um livro maravilho! Uma história impressionante!
    Não conseguia parar de ler, comecei na sexta-feira e terminei no domingo.
    Indico a todos.

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