12 de março de 2014

Resenha: A invenção das asas - Sue Monk Kidd, Editora Paralela @cialetras

Informações do livro:
Título: A invenção das asas
Título original: The Invention of Wings
Autor: Sue Monk Kidd
Editora: Paralela
Páginas: 328



Sinopse: Em sua terceira obra, Sue Monk Kidd, cujo primeiro livro ficou por mais de cem semanas na lista de mais vendidos do New York Times, conta a história de duas mulheres do século XIX que enfrentam preconceitos da sociedade em busca da liberdade. Sue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem.



Resenha: A invenção das asas” possui uma narrativa profunda, sensível e sutil. O jeito como Sue Monk Kidd escreve é literalmente ‘de cortar o coração’ em todos os sentidos. O leitor se sente extasiado por poder acompanhar algo surreal e ao mesmo tempo tão realista. Mas principalmente por ficar sem palavras em diversos momentos, e mesmo depois de finalizar a leitura, a história não sai da cabeça tão facilmente. Cada trecho possui uma mensagem nas entrelinhas e leva a crer que sempre existe mais do que se pode imaginar.

Há uma divisão de seis partes na obra, entre os anos de 1803 à 1938. São momentos relevantes e desvendados com clareza e discrição. A narração se alterna entre Encrenca e Sarah. Hetty “Encrenca” Grimké se mostrou muito esperta, um tanto quanto engraçada, irônica e ousada desde pequena. É o tipo de personagem que se destaca logo no início e tem muito mais a ensinar ao longo dos acontecimentos. Encrenca era seu nome de berço (sendo que havia o nome oficial) e, com certeza, fazia jus ao nome e apesar de ser escrava, não se intimidava com qualquer coisa e era bem indelicada e observadora.

Os detalhes são visíveis e é como se houvesse um leve vislumbre dos locais e pessoas detalhadas. Algo que parece tão simples, mas só acontece pelo fato de haver uma enorme interação nas palavras, misturando ação e sentimentos contraditórios. As dificuldades e as tristezas são muitas e ainda assim é possível perceber as justificativas certas e os lados dignos da trama, fazendo com que se torne completa e brilhante.

Sarah Grimké, filha de um aristocrata, é apresentada com certo desajuste. Talvez não quisesse – ou achava que não era capaz – passar a sensação de ser corajosa ou audaciosa, mas afinal de contas era tudo isso e muito mais. Além disso, amava os livros com uma intensidade e progressos inexplicáveis, e ansiava por uma educação melhor e pela igualdade.

Fizeram uma festa em seu aniversário de onze anos e neste dia ganhou sua própria dama de companhia: Encrenca fora o seu presente, e, diga-se de passagem, o mais valioso. Sarah não quis aceitar, mas é obvio que ambas tiveram que se submeter aos seus postos. E de diferentes maneiras, foi muito difícil para as duas.

Sarah era resistente a escravidão, ainda que fosse submetida a viver nesse meio. Apesar disso, sabia que suas ideias eram estranhas e nunca iam ser aceitas nessa época e ainda seria considerada como uma revolucionaria, ou algo pior. O fato é que Sarah e Encrenca se completaram, simplesmente por acreditarem em princípios diferentes de todos e serem fieis aos seus pensamentos. Simbolizavam a inquietação e a descontentamento. Posteriormente, a irmã mais nova de Sarah, Angelina, também entra em cena e a ajuda a manter seus ideias e lutar por eles.

É notável que a autora se baseou nas suas pesquisas e em histórias reais para escrever o livro, porém o destaque está na formalidade com os quais os fatos são expostos. É a importância das emoções que contam e como o rumo da vida das personagens tem relevância, inspiração e sentido, mesmo com tantos perigos e assombros da época retratada.



“Houve um tempo na África, as pessoas podiam voar. A mamã me contou isso uma noite, quando eu tinha dez anos de idade. Ela disse: ‘Encrenca, sua vovozinha  viu com os próprios olhos. Disse que eles voavam sobre as árvores e montanhas. Disse que voavam que nem pássaros negros. Quando viemos pra cá, a magia ficou pra trás”. Pg.09



Classificação SEL: 5/5 


3 comentários:

  1. Não conhecia este livro. A premissa é bem interessante, mas o livro não chamou muito a minha atenção.

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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  2. Fê já desejava esse livro e agora lendo sua resenha tive a certeza que preciso dele e vou me apaixonar. Parabéns pela leitura e ótima resenha!!! Bjos

    Leituras, vida e paixões!!!

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  3. To querendo ler esse livro, falta me o dinheiro kk vamos procurar em pdf mesmo oh god ahsuahs

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