26 de março de 2014

Resenha: Lilith, Meu amor da escuridão - @AdrianaVargasss @SolloEditorial

Informações do livro:
Título: Lilith, Meu amor da escuridão
Ficção Brasileira
Autor: Adriana Vargas
Editora: Sollo Editorial
Páginas: 120



Sinopse: Quando chega a noite, meio à escuridão, ela surge linda, faminta de almas... Zephyr, gótico e devoto agente literário no distrito de Piraputanga, passa seus dias, embalsamando cadáveres da pequena cidade em que vive, escondendo os segredos que permeiam sua vida, um deles, o corpo do pai, embalsamado, escondido no quarto - meio que encontrou para se livrar da solidão. Frequentador de cemitérios nos momentos de reflexão, ele passa a ser assombrado pela inesquecível presença de Lilith, um demônio que lutará até o fim para roubar, não somente seu coração, sobretudo, sua alma.


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Resenha:Lilith, Meu amor da escuridão” de Adriana Vargas apresenta uma narrativa complexa e peculiar, visto que há diversos aspectos sombrios, assustadores e estranhos. Como já era esperado,  a autora fez um excelente trabalho com a obra e soube valorizar sentimentos e ações fortes. E falando da capa: linda e repleta de emoções, sendo que representa muito a história em si.

A trama se passa em Piraputanga, Distrito de Aquidauana. Há uma lenda sobre este lugar que parece querer explicar todas as situações ocorrentes. Há muito tempo atrás o pequeno povoado fora invadido por góticos com a intenção de construírem igrejas e cemitérios. O ambiente é cercado de detalhes interativos, seguidos por descrições silenciosas e aspectos carregados.

Muitas pessoas já se mudaram para cidades vizinhas e outras desapareceram sem deixar rastros. Há quem diga ter ouvido gritos e choros, outros citam terríveis maldições e diversos indivíduos alegam ter visto almas penadas. O fato é que a força sobrenatural se mantém presente nesta cidade e não há como enganar as circunstancias macabras.

Zaphyr é definitivamente muito, mas muito estranho e mórbido. Com pele pálida e sinais solitários e inibidos, sua personalidade é revelada aos poucos e no decorrer das cenas expõe um mundo invisível e dominador. Trabalha na funerária do pai (diga-se de passagem, as ocorrências com o pai dele são inexplicáveis e muito doentias.) e vive constantemente entre os cadáveres, seus desenhos e o blog que criara.

Neste espaço em especial dedica seus momentos a falar de sua afeição e fixação pela deusa Lilith, além de outras passagens para tentar se relacionar com o mundo. Se sente confortável em dizer que acredita fielmente no sobrenatural e em cada canto ou objeto absorve alguma relevância que prove a presença dela. Outra personagem que entra em cena e merece destaque é Isa, que aparece para passar mensagens importantes e reflexivas.

A narrativa se mostra consistente e faz com que o leitor crie expectativas para os próximos acontecimentos arrepiantes. Um misto de angústia, medo e sustos se fazem presentes em cada episódio, mesmo porque o desespero e as surpresas são uma constante neste livro. 

É como se o leitor adentrasse num sonho e há aquelas dúvidas sobre o que é real e o que pode ser imaginação. Os cenários criados abrangem mais que significados nebulosos e todos os personagens são inquietantes, vulneráveis e, facilmente, proporcionam tendências direcionadas ao fantasioso.



“Todos temiam passar na frente do local com aspecto sombrio, devido às árvores secas e ao prédio antigo, desgastado pelo tempo, uma paisagem macabra. As pessoas acreditavam que aquela fora uma das casas construídas pelos invasores lendários. Algumas pessoas já viram, durante as madrugadas, almas perdidas caminhando na calçada da funerária. Ouviam gritos, seguidos de um choro desesperado que silenciava na calada da noite.” Pg.02



Classificação SEL: 4/5


2 comentários:

  1. Adorei minha segunda impressão sobre meu livrinho.
    Obrigada flor.
    Adriana Vargas

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  2. já tinha visto alguns comentários sobre o livro, mas não tinha lido nenhuma resenha dele ainda.
    não sabia que a autora era brasileira ;$
    uma pena o livro ser de um gênero que não gosto muito de ler =/

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