31 de maio de 2014

Resenha: Minhas Lembranças de Leminski - Domingos Pellegrini @geracaobooks

Informações do livro:
Título: Minhas Lembranças de Leminski
Autor: Domingos Pellegrini
Editora: Geração Editorial
Páginas: 200



Sinopse: Pé vermelho (Domingos Pellegrini) entra em contato com a obra de Polaco (Paulo Leminski), no ano de 1964, ao ler um artigo deste na revista Invenções. Alguns anos depois eles se conhecem, iniciando uma amizade que dura duas décadas. Vinte e cinco anos depois, tendo Leminski já falecido, Pé Vermelho recebe a proposta de uma editora para escrever sua biografia. Como já havia uma lançada, O Bandido que sabia latim, de Toninho Vaz, ele fica em dúvida sobre como deve fazer, e se deve fazer. Pede um tempo pra pensar. Tem, então, um sonho onde está preparando sopa num caldeirão, com Leminski, este a adicionar páprica, ‘tempero fino’, à sopa comum. Ele interpreta com humor: deve escrever algo incomum, não uma biografia convencional, mas algo além, algo escrito pelos dois, sobre as faces poliédricas de Leminski, que tanto escreveu sobre pedras…



Resenha: Pode ser que muitas pessoas nunca ouviram falar de Paulo Leminiski, assim como há outros inúmeras que o conhecem e principalmente aqueles que são fãs de sua escrita complexa. Posso afirmar que já li alguns textos do autor, mas ao interpretar “Minhas Lembranças de Leminski”, de Domingos Pellegrini, fiquei com uma vontade enorme de adentrar profundamente nas obras deste aclamado autor.

Paulo Leminski e Domingos Pellegrini ficaram amigos e se tratando por Polaco e Pé vermelho respectivamente. A narrativa engloba muitas passagens importantes, baseando-se sempre por meio de convivências, aprendizados e dinâmicas. 

Li poucas biografias em minha vida, mas garanto que esta é bem diferente de tudo que já li porque é mais criativa e íntima. Expõe mensagens sobre cenas simples, justamente por causa dos conhecimentos adquiridos no tempo em que se mantiveram ligados.

Ao longo do texto, é possível distinguir as várias características de Polaco, assim como vícios, problemas e aceitações. Conhecemos também sua esposa Alice e sua luta para reverter algumas situações criticas do marido. 

O vício pela bebida é retratado por meio de palavras diretas e emocionantes. São atitudes claras de alguém que precisa de ajuda, mas que no fim os esforços não adiantam mesmo.

Um dos pontos que eu mais achei comovente, por assim dizer, é quando acontece o último encontro dos dois em um restaurante de Curitiba. Leminiski se mudaria para São Paulo e já apresentava traços de esgotamento físico. Ele promete a sua mulher que não vai beber, mas é claro que não resiste a sua vodka.  Pé Vermelho se preocupa e diz que logo ele vai morrer se continuar desse jeito.


“– Mas não vou morrer de tanto me matar, não, vou morrer de tanto viver!” Pg.82


É uma obra emocionante e cheia de expressões e opiniões, mesmo porque retrata não somente os traços do poeta, mas as ligações amigáveis com Pé Vermelho. São alguns anos de aprendizados através dos pequenos detalhes, de conversas ao acaso, dúvidas questionamentos e momentos engraçados.



“Para quem dele só conhece um poema ou outro, ou identifica a figura sem conhecer a obra, os bigodões são a marca visual de sua identidade. Leminski explica os bgodões a Pé Vermelho, num dia em que se dedica a matar rapidamente uma garrafa de vodca enquanto Alice não chega da cidade onde foi trabalhar; ele faz traduções em casa enquanto ela é redatora em agência de propaganda.” Pg.65


Classificação SEL: 4/5 


2 comentários:

  1. não sou grande fã dele, mas admiro-o.
    fui em Curitiba, no ano passado, em um museu dele que tem lá. muito legal!
    não gosto muito de ler Biografias, então eu passo essa... :P

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  2. No Tumblr, tem muitos admiradores das obras dele. Ele é um grande poeta.

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