19 de setembro de 2014

Resenha: Claros sinais de loucura - Karen Harrington @intrinseca

Informações do livro:
Título: Claros sinais de loucura
Título original: Sure Signs of Crazy
Autor: Karen Harrington
Editora: Intrínseca
Páginas: 256




Sinopse: Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu. Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.




Resenha: Estava me policiando para não comprar mais livros nesse ano, mas como resistir a um livro que encanta já pela sinopse? “Claros sinais de loucura” despertou muito a minha curiosidade e confesso que fazia tempo que não me sentia tão empolgada com uma leitura. É o tipo de livro que dá vontade de mostrar para todo mundo, já que expressa tantas mensagens marcantes e reflexivas em nosso próprio dia-a-dia.

Sarah Nelson é uma personagem incrível e eu realmente nunca conheci ninguém como ela. Que pena, já que é tão peculiar e parece ser tão espiritual, perspectiva e carismática. Mas essa garota é mesmo uma sobrevivente diante de tanto sofrimento, angústia e ausências em sua vida, como já dá mesmo para perceber só pela sinopse. Por isso não é de se espantar que queira esconder seus sentimentos das pessoas ao seu redor. Tem dois diários, sendo que um é para que os outros possam encontrar e o outro é particular, onde ela pode ser totalmente sincera.

O verão está se aproximando e claro que Sarah já está se preparando para seus próximos problemas. Ela vai passar as férias junto aos avós e não está nem um pouco empolgada com isso. E depois, tem um assunto que a deixa bem chateada: o fato de ter que confeccionar uma árvore genealógica no sétimo ano. A menina já se sente aflita porque pensa que se fizer isso todos irão descobrir as dificuldades de sua mãe.

O que mais impressiona é como Sarah valoriza a palavra loucura, sendo que ela acha que pode herdar alguns traços da mãe. Isso por si já é bem triste, então imagina uma garota tão nova ficar pensando tanto nisso. Dá até um nervoso imaginar como deve ser complicado passar por situações assim, mas apesar de tudo ela é muito inteligente, detalhista e cuidadosa demais, mesmo que pareça meio negativa em relação a si mesma.

É um livro emocionante demais e por vezes triste, diante de alguns diálogos e episódios narrados. Não é fácil saber que sua mãe tentou te afogar aos dois anos de idade. Sarah passou por terapeutas e me admiro bastante que não seja perturbada ou algo do gênero. É um caso que teve bastante repercussão e sem dúvidas vai acompanhar a menina para sempre, já que nessa insanidade seu irmão gêmeo morreu e não teve tanta sorte que nem Sarah (sim, a mãe tentou afogar os dois).

Mesmo que tenha acontecido há algum tempo sempre vai ter algum meio de comunicação que vai relembrar os fatos e causar ainda mais dor para a família e julgamentos sobre eles. Descobrindo essas informações não tem mesmo como não se emocionar com essa história. Juro que tentei me colocar em seu lugar, mas fiquei ainda mais confusa e com medo, sem saber como agir perante comentários e outras atitudes. É muito difícil mesmo pensar como alguém pode ser capaz de um ato tão sombrio, mesmo que seja por culpa da loucura. Mas como suportar?

Apesar dos receios e sobressaltos, a mensagem central pode ser muito bem aproveitada por todos. A personagem aprende ao longo da narração que não pode escolher sua família, seu histórico ou algumas atitudes, mas independente de tudo pode fazer escolhas ainda mais importantes em sua vida e são essas mesmas decisões que a definem. Tem muito a ver com valorização, amizades, amor, compreensão, entre tantas outras características. 

Clique AQUI e conheça o site do livro criado pela Editora Intrínseca.




“Você nunca conheceu alguém como eu. A menos, é claro, que conheça alguém que tenha sobrevivido a uma tentativa de afogamento pela própria mãe e que agora more com o pai alcoólatra. Se existem outras pessoas assim, gostaria de conhecê-las de pronto. Pronto, que é minha palavra favorita nos últimos tempos, é muito usada nos seriados policiais quando um detetive quer alguma informação depressa. Eu poderia aprender muita coisa com pessoas assim, especialmente se fossem mais velhas que eu, que tenho quase doze anos. Do jeito que é hoje, tenho que aprender a maioria das coisas por conta própria.”




Classificação SEL: 4/5 

3 comentários:

  1. você escreveu ali "dinemocionante" está certo? ;x
    coitada da personagem, passar por tanta coisa assim não deve ser fácil :S
    parece ser um livro lindo! já tinha visto a capa dele por ai, mas não tinha lido nada sobre ele ainda...
    fiquei curiosa também! *-*

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    Respostas
    1. Obrigada por avisar Rayme. Já arrumei *-* Beijos

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  2. Esse livro é o meu queridinho do momento, até agora o melhor livro do ano
    Seu blog é lindo, parabéns.
    http://livrandocommar.blogspot.com.br/

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