14 de setembro de 2014

Resenha: Quissama - Maicon Tenfen @EditoraBiruta

Informações do livro:
Título: Quissama
O império dos capoeiras
Autor: Maicon Tenfen
Ilustrações: Rubens Belli
Editora: Biruta
Páginas: 308




Sinopse: Rio de Janeiro, dezembro de 1868. O moleque Vitorino Quissama foge da senzala para procurar a mãe desaparecida. Recorre ao viajante Daniel Woodruff, ex‑agente da Scotland Yard que pode ajudá‑lo em sua missão. Transitando entre os salões da corte e as precárias moradias dos cortiços, a dupla terá de enfrentar os perigos e as injustiças de uma sociedade sustentada pelo trabalho escravo. Baseado nos manuscritos de Daniel Woodruff (1832-1910), O Império dos Capoeiras reconstitui a saga de uma cidade dividida pela guerra secreta dos Nagoas e Guaiamuns, duas das maiores e mais temidas maltas do século XIX. Numa época em que o escritor José de Alencar era Ministro da Justiça e o Império do Brasil destinava todos os seus recursos à Guerra do Paraguai, Woodruff mal podia imaginar que, por trás da busca pessoal de Vitorino, insinuava‑se uma conspiração que mudaria os rumos da nossa História.
 




Resenha: As obras da Editora Biruta, assim como a Editora Gaivota, são sempre recheadas de ótimas histórias e ilustrações mais belas ainda. E claro que não seria diferente em Quissama – O império dos capoeiras, do autor Maicon Tenfen e ilustrações de Rubens Belli. É uma história que envolve muitos conflitos e passagens arriscadas, porém a narrativa se encarrega de destacar o que de fato é mesmo mais importante.

Daniel Woodruff tem um encontro inesperado com Vitorino Quissama, um moleque – como o próprio Daniel assim o chama – que precisa de ajuda para encontrar sua mãe que está desaparecida. Ao longo dos acontecimentos são revelados vários traços da personalidade dos dois, de como cada um consegue atingir seus objetivos e afins. Daniel já é uma pessoa conhecida por desvendar enigmas de pessoas desconhecidas e por isso surge o interesse por ele.

Muita coisa está em jogo nesse período histórico retratado. Em 1868 haviam muitas crises, problemas referentes a politica, libertação, guerras, injustiças, superioridades, entre outros. Assim a ambientação se mostra bem carregada, mesmo porque essa mesma construção já é bem difícil de imaginar. O leitor consegue entender as passagens que realmente importam e o destaque principal está no modo como os acontecimentos podem ser decisivos.

De início Daniel recusa ajuda, mesmo porque tem seus próprios compromissos e o tempo não lhe é favorável nessa época. Apesar de tudo fica muito intrigado quando percebe mesmo que o capoeirista Quissama está mesmo desesperado e sabe que faria de tudo para encontrar sua mãe novamente. A partir disso começam a acontecer episódios cheios de confusos, suspense e temor. O problema maior é que Daniel nem imaginava com que estaria se metendo no futuro e isso dá um relato enorme.

Melhor ainda é perceber que o enredo é envolto de realidade, o que torna a trama ainda mais envolvente e prática. É uma leitura bem rápida, já que os acontecimentos se encarregam de acelerar o caminho e enriquecer os diversos detalhes empolgantes. Para complementar, outro elemento que valoriza muito a obra são as cenas de ação e suspense, onde o leitor é convidado a adentrar em situações enérgicas e enroladas.




“Era um moleque de quatorze ou quinze anos. Cruzou a porta da taverna e veio cambaleando em minha direção. Digo melhor: não veio exatamente cambaleando, como percebi a seguir, mas gingando, movendo-se num balanço de ameaça, quase dançando, como era costume entre os gatunos da corte.” Pg.14



Classificação SEL: 4/5 

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