23 de novembro de 2014

Resenha: O desafio de ferro - Cassandra Clare, Holly Black @Novo_Conceito

Informações do livro:
Título: O desafio de ferro
Magisterium - Livro 01
Título original: The Iron Trial 
(Magisterium #1)
Autor: Cassandra Clare, Holly Black
Editora: Novo Conceito
Selo: Irado
Páginas: 384




Sinopse: Amigos e inimigos. Perigo e magia. Morte e vida. A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar. Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha em seu plano de falhar. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.





Resenha:O desafio de ferro” apresenta uma história instigante, inovadora e ainda mais misteriosa, entre outros elementos igualmente importantes. Claro que não esperava menos que isso, justamente pelo fato de que Cassandra Clare e Holly Black são autoras conceituadas e sabem trabalhar muito bem com o suspense e a magia.

Callum Hunt tem 12 anos e assim como outras crianças, ele precisa passar pelo desafio de ferro para definir as aptidões relacionadas a magia. Diferentemente dos outros, o garoto não tem o desejo de ingressar no Magisterium, sendo que já imagina todos os julgamentos e perigos que poderá enfrentar pela frente. Claro que também há os receios devido as descrições feitas do lugar onde há os ensinamentos, e tudo é muito enigmático e sombrio.

Infelizmente, apesar de suas tentativas, o garoto ingressa na escola e ainda vira aprendiz de um mago reconhecido. Agora ele precisa enfrentar suas limitações, e mesmo que tente esconder é notável a imensidão de seus poderes. Apesar de tudo, o destaque segue por conta de seus traços, já que ele não demonstra ser um personagem tão corajoso, pelo menos não como deveria. Ainda assim, sua personalidade é incrível e muito espirituosa. Por isso a narrativa trabalha bastante seu desempenho durante os acontecimentos e isso é um dos principais pontos positivos sobre o enredo.

A aventura começa quando Call se aprofunda mais nesse universo mágico e intenso. Preciso dizer que muita coisa parece ser o que não é, e tem coisas que o leitor pode nem notar, mas que são a chave para várias respostas na trama. Adoro quando me deparo com sensações desconhecidas por causa de acontecimentos ameaçadores, inimigos, desordem e afins. Não tem como não se envolver com toda a agitação que envolvem os personagens, afinal de contas sempre há uma emoção por trás de suas atitudes, mesmo as mais improváveis.

Preciso citar também dois outros personagens que complementam ainda mais este livro. Aaron e Tamara tem suas próprias definições, mas cada um tem uma grande relevância na narração. Ele já demonstra ser uma pessoa extremamente sensível e carismática, e de fato se tornou uma das figuras mais centradas para mim. Já Tamara não me agradou em alguns aspectos, mesmo que sejam poucas ocorrências. De qualquer forma, ao longo dos eventos os três iniciam uma amizade que, acredito, deverá ser mais explorada nos próximos volumes.

Me surpreendi bastante com essa leitura, primeiro porque comecei pensando que as cenas seriam desenroladas de certa maneira, mas me encantei bastante pelas reviravoltas e principalmente pelo conjunto da fantasia exposta, juntamente com todos os seus significados. Anteriormente, seu pai, sendo um mago, já havia lhe avisando que não há confiança entre essas pessoas, entre outras situações arriscadas. Já estou aguardando ansiosamente as próximas aventuras!
                                                             


“Callum Hunt era uma lenda em sua cidadezinha na Carolina do Norte, mas não de um jeito bom. Ele era famoso por expulsar professores substitutos com seus comentários sarcásticos e também era especialista em perturbar diretores, inspetores e merendeiras. No início, os psicólogos sempre tentavam ajuda-lo (afinal, a mãe do pobre menino havia morrido), mas no fim sempre torciam para que ele nunca mais aparecesse em suas salas. Não havia nada mais vergonhoso do que não ser capaz de lidar com o retorno repentino de um garoto de doze anos cheio de raiva.” Pg.13

                                                

Classificação SEL: 4/5


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