24 de dezembro de 2014

Resenha: Minta que me ama - Maria Duffy @Novo_Conceito

Informações do livro:
Título: Minta que me ama
Nunca é cedo demais para contar a verdade
Título original: Any Dream Will Do
Autor: Maria Duffy
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384





Sinopse: O inverno é a estação mais aconchegante do ano, mas Jenny Breslin não se sente nada confortável. Tudo na sua vida a total ausência de romance, o emprego chatíssimo no banco foi tocado pela mágica das festas de fim de ano. A simples ideia de passar por mais um Natal com a sua mãe extravagante e Harry, o novo namorado dela, a enche de pavor. Mas isso é na vida real... No Twitter, as coisas não poderiam estar mais interessantes. Nele, Jenny tem uma carreira em ascensão, uma vida amorosa sensacional e uma agenda superconcorrida. Então, em uma noite de bebedeira, Jenny está tuitando com suas amigas Zahra, Fiona e Kerry. E de repente ela as convida para passar alguns dias em sua casa em Dublin. À medida que a sua vida virtual entra em rota de colisão com a sua verdadeira rotina, Jenny não sabe para onde correr. Tudo parece contribuir para mostrar que a existência das suas companheiras de Twitter é um milhão de vezes mais interessante do que a sua. O fim de semana chega, e segredos são compartilhados. Jenny começa a perceber que, enquanto ela sonhava, as coisas acontecem bem depressa. Será que é muito tarde para que ela volte a assumir o controle da sua própria e verdadeira vida?



                                                                    

Resenha: Minta que me ama” é um romance descontraído, divertido e repleto de características carismáticas. O texto leva o leitor a pensar sobre seus próprios conhecimentos em relação aos contatos da vida real. Será que conhecemos as pessoas com quem conversamos? Esse e outros questionamentos são apresentados para que haja o entendimento sobre várias outras reflexões. Uma coisa é certa: a narração não deixa de ser realista e ao mesmo tempo muito interessante.

A protagonista Jenny Breslin tem trinta anos e parece estar um tanto descontente com a vida que leva, seja por conta do lado profissional ou pessoal. As coisas não parecem seguir o rumo desejado e sempre surge algum imprevisto, capaz de tirá-la do sério ou ao mesmo para deixa-la amedrontada. Ela se sente solitária na maioria das vezes, porém é no twitter que consegue descontrair um pouco, além de poder conhecer pessoas novas e interagir sem que lhe julguem sem necessidade.

O twitter pode conectar as pessoas de vários lugares diferentes, assim como tantas outras redes sociais. Mas Jenny adorou esse jeito de comunicação principalmente por causa da conexão de desejos e manias em comum. Por exemplo, ela gosta de conversar sobre reality shows, então é claro que esse é o lugar certo para expor todas as opiniões da vez.

Não se esperava que Jenny fosse fazer um convite no twitter para quem quisesse passar uma semana em Dublin. Talvez as coisas aconteceram por conta da ansiedade e da vontade de conhecer as pessoas ao qual mantem contato. Mas o fato é que  até ela ficou chocada com sua própria reação. E é bem por ai que a leitura segue, através de devaneios confusos, receios e momentos cheios de insegurança.

Zaha, Fiona e Kerry aceitaram o convite e Jenny nem sabia como reagir diante delas. O fato é que todas parecem ser um enigma, mas Jenny acha que elas são interessantes demais, e não sabe como agradá-las em sua vida monótona e simples. Mas nem tudo é o que parece e é certo que há muito mais para aprender diante de aparências, enganos, confianças, sinceridade e afins.

É uma obra que possui muitas partes engraçadas, assim como repassa mensagens interessantes sobre relacionamentos na era tecnológica. Você convidaria pessoas estranhas para sua casa? Muitas pessoas mentem sobre seu jeito de ser, então como prever o que é certo e o que é errado? De qualquer forma, não tem como não citar sobre a escrita de Maria Duffy, maravilhosa e crível!


“Por que, ah, por que eu não pensei melhor antes de tuitar? Ah, não — isso não daria certo para mim. Na escola eu sempre fui a primeira a levantar a mão e me voluntariar para alguma coisa antes de saber do que se tratava; e raramente era algo empolgante.” Pg.09


Classificação SEL: 4/5


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