13 de janeiro de 2015

Resenha: Cinquenta tons do Sr.Darcy - Emma Thomas @BertrandBrasil

Informações do livro:
Título: Cinquenta tons do Sr. Darcy
Paródia
Título original: Fifty Shades of Mr. Darcy
Autor: Emma Thomas (pseudônimo brasileiro)
William Codpiece Thwackery (pseudônimo americano)
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 304



Sinopse: Imagine Elizabeth Bennet e o sr. Fitzwilliam Darcy, protagonistas de Orgulho e preconceito, deixando de lado a moral e o recato e dando vazão a seus desejos mais ocultos de forma mais pervertida que Christian Grey e Anastasia Steele, personagens de Cinquenta tons de cinza. O resultado: Cinquenta tons do sr. Darcy, a incrível e hilária paródia escrita por um famoso inglês sob o pseudônimo de Emma Thomas.




Resenha: Cinquenta tons do Sr. Darcy” é uma paródia envolvendo os livros Orgulho e Preconceito e Cinquenta tons de Cinza. Particularmente tenho certo receio com esse gênero, mas até que achei a trama divertida, sarcástica e até meio espontânea. Ele até pode ser interessante, mas talvez seja porque o leitor já tem uma visão formada a respeito dos personagens. E esse outro estilo apresentado consegue despertar surpresas, com todas as atitudes e pensamentos inesperados.
                        
Porém, não é um enredo que agrada por completo, visto que a narrativa não compete com o caráter dos personagens. Talvez seja difícil desapegar de algo tão conhecido, mas não há motivos suficientes que podem comprovar tantas irreverencias e ousadias casuais. É uma trama que não complementa em nada, pelo contrário, reverte muitos dramas de um jeito irreconhecível.

Claro que é possível perceber confusões repassadas pela própria autora, e é ai que está toda a graça das cenas. Há uma mistura excêntrica de elementos, a base está em personalidades distintas, ora sendo modernas e ora de época. Como entender então? Assim, por essa analise, afirmo que esse é um ponto positivo, já que nos faz captar a verdadeira essência da obra.

As piadas também não são as melhores, isso porque parecem um tanto forçadas. Além disso, as vozes se tornam repetitivas demais e é por isso que desanima continuar a acompanhar o livro. Mesmo que o objetivo seja proporcionar uma leitura mais leve e descontraída, acredito que por um conjunto de aspectos as coisas se tornaram tediosas e duvidosas.

As passagens acabam se misturando demais e no fim a gente já nem sabe mais se vai acontecer algo importante ou se há consequências dos atos. Eu realmente já esperava tudo isso mesmo, por isso nem me decepcionei com a trama, afinal é uma paródia. E paródias têm piadas fracas, palavreado baixo e cenas desconexas, entre outras características (ou seja, tudo que citei aqui e mais um pouco).


“– Preciso lhe perguntar também, sr. Darcy – disse ela, por fim. – Esta cena é do livro da srta. Austen?
– Não, é do outro – respondeu o sr. Darcy com um sorriso torto. – Creio que seu propósito seja deixar ainda mais claro para os leitores a minha natureza de macho-alfa capaz, agradável e sabe-tudo, e lançar luz sobre a sua impotência e sua ignorância sobre assuntos de sexo e música clássica.” Pg. 200


Classificação SEL: 2/5


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