20 de janeiro de 2015

Resenha: Eu, robô - Isaac Asimov, Editora Aleph

Informações do livro:
Título: Eu, robô
Título original: I, Robot
Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Páginas: 320



Sinopse: 'Eu, robô' reúne os primeiros textos de Isaac Asimov sobre robôs, publicados entre 1940 e 1950. São nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo, e que contêm em suas páginas, pela primeira vez, as célebres 'Três Leis da Robótica' - os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na literatura e na própria ciência.



Resenha: “Eu, robô” é um livro clássico, extremamente complexo e inspirador. Reúne contos específicos, relevantes, bem estruturados e ainda mais impressionantes sobre a inteligência artificial. É possível perceber que os conceitos analisados são sincronizados uns com os outros, sendo que o leitor consegue perceber quais são as relevâncias e principais destaques.

Esta é uma obra focada na ficção científica, repleta de princípios, suposições, receios, dilemas e interpretações. A relação entre humanos e robôs é bem explorada, independente das circunstâncias abordadas e problemáticas referentes. São questões que envolvem o futuro da sociedade em geral, mesmo porque o universo da robótica é cercado de possibilidades.

O progresso é um dos principais pontos destacados, sendo que, de fato, a ciência vive em constantes evoluções. Não existe um desenvolvimento especifico sobre um personagem, e isso se evidencia mais porque este não é o foco do enredo. Existem muitos termos e objetivos da area, e cada assunto parece mesmo ser determinante e centralizado.

Surgem vários questionamentos, dúvidas e reflexões ao longo da leitura, mas é claro que isso já era mesmo de se imaginar. Há muita previsibilidade acerca das capacidades exploradas, mas esse fato não incomoda as percepções do texto, diante de tantas reações e implicações. Mais fascinante é notar como as pessoas sempre perceberam que máquinas e afins iriam evoluir rapidamente, mesmo com tantas consequências a serem reveladas pelo caminho.

O texto pode apresentar certas passagens recorrentes e um tanto confusas, porém é uma característica que varia de acordo com o leitor e suas reações. Entende-se mesmo que o autor Isaac Asimov faz desafios sobre as analises da escrita e é isso que torna tudo mais emocionante. São tantos propósitos que não tem como não ficar perplexo com as decorrências sujeitadas.

Ainda é importante citar sobre as emoções repassadas, já que expressam praticamente todo o conteúdo da obra, mesmo que esteja nas entrelinhas. O apego é uma forma sutil e forte sobre pessoas e robôs em suas formas mais variantes. Nos fazem pensar em quanto somos frágeis e tênues diante da imensidão das coisas.
                                             
Classificação SEL: 4/5


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Muito obrigada por visitar o blog. Espero que tenha gostado e volte sempre! Fê ♥

© Fernanda Prates - 2017 | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento por: Jaque Design
imagem-logo