11 de fevereiro de 2015

Resenha: As cores do entardecer - Julie Kibler @Novo_Conceito

Informações do livro:
Título: As cores do entardecer
Lembranças de um tempo que não terminou
Título original: Calling Me Home
Autor: Julie Kibler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 352




Sinopse: A sonhadora Isabelle e o determinado Robert desejavam, com todas as suas forças, se entregar à paixão que os unia. Mas uma jovem branca e um rapaz negro não poderiam cometer tamanha ousadia em plena década de 30, em uma das regiões mais intolerantes dos Estados Unidos, sem pagar um preço muito alto. Diante dos ouvidos atentos da cabeleireira Dorrie, a história do amor trágico e proibido se desdobra, enquanto mudanças profundas se instalam em sua própria vida. Com personagens humanos e, por isso mesmo, memoráveis, As Cores do Entardecer mostra que as relações afetivas muitas vezes são mais profundas que os laços de sangue. A cada etapa da viagem de Isabelle e Dorrie, as lições sobre otimismo e fé se multiplicam.





Resenha: As cores do entardecer” apresenta uma narrativa bem sutil, por vezes dinâmica e ao mesmo tempo extremamente expressiva. Isso porque o leitor compreende os momentos de indecisão, receios e consegue perceber a realidade diante das situações difíceis. De fato, as impressões são bem criveis, e acredito mesmo que a intenção da autora é fazer com que os sentimentos sejam de fácil acesso.
                          
Essa história é mesmo de partir o coração em diversos pedaços, e eu nem sei como me expressar diante de tanta sensibilidade e cenas complexas. O romance – proibido e devastador – envolvido parece ser simples, mas se mostra extremamente carregado, principalmente porque não é fácil imaginar todos os dilemas envolvidos.

A relação de Isabelle McAllisterha com a cabelereira Dorrie Curtis muda bastante ao longo dos períodos expostos. O mistério entre essas duas personagens é o que torna tudo mais instigante, mesmo porque a amizade, improvável, conta bastante no percurso. Apesar dos tantos problemas, diferenças, reviravoltas e surpresas, é possível perceber o apoio nas entrelinhas.

Isabelle se apaixona profundamente por Robert Prewitt, e claro que tudo poderia ser tranquilo se este não fosse negro. A época retratada se passa em 1930 e é visível a intolerância e rigidez no período. Percebe-se também o quanto este amor é importante, mas ao mesmo tempo sabe-se que há grandes consequências pelo caminho tortuoso.

Esses personagens se entrelaçam de uma maneira única, e é algo tão forte que se torna capaz de mudar a vida de todos eles. Diante de memórias marcantes, preocupações, riscos constantes e encontros decisivos, é muito interessante acompanhar o antes e depois da história. Há muitas confidências nesse vínculo especial e revigorante, e é exatamente isso que faz com que a leitura seja tão maravilhosa.

A narração é dividida entre dois tempos da história e os personagens conseguem expor com clareza todos os conflitos das épocas e de suas devidas consequências. Têm muito a ver com questões de angústia, união, esperança, experiências inevitáveis e ao mesmo tempo trágicas, além das mais variáveis emoções desgastadas por causa de tantos obstáculos.



“Eu agi de forma detestável com Dorrie quando nos vimos pela primeira vez, há uns dez anos ou mais. A pessoa se levanta depois de anos e se esquece de usar seus filtros. Ou então não se importa mais. Dorrie achou que eu não ligava para a cor de sua pele. Nada mais longe da verdade.” Pg.07


Classificação SEL: 5/5


Um comentário:

  1. Oi Fê,
    como eu ainda não li este livro?? eu nem conhecia ele :O
    mas que trama linda, incrível!!
    adoro esses livros assim, que trazem temas mais "pesados".
    apesar de ser meio de época, acho qeu vou gostar! *-*
    fiquei bem curiosa! :)

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