1 de abril de 2015

Resenha: Dia 21 - Kass Morgan @galerarecord

Informações do livro:
Título: Dia 21
The 100 # 02
Título original: Day 21 (The Hundred #2)
Autor: Kass Morgan
Editora: Galera Record
Páginas: 288





Sinopse: Vinte e um dias após os cem terem chegado à Terra com a missão de recolonizar o planeta, um inimigo desconhecido é descoberto. Pensa-se que eles eram os únicos humanos a pisar na superfície terrestre em séculos, mas agora, nada mais é certo. Entre resgates, buscas e romances, segredos são revelados, crenças são quebradas e relacionamentos são testados.



Leia também:
The 100 #1 - Os Escolhidos - Kass Morgan (Galera Record)



Resenha: Dia 21” é a continuação de “Os escolhidos”, de Kass Morgan. Primeiramente, é preciso deixar bem claro que o livro não é igual a série de televisão transmitida pela emissora The CW. A obra é bem mais surpreendente, mesmo porque apresenta detalhes extremamente importantes que são deixados de lado no vídeo.  O enredo se mostra ainda mais surpreendente que o primeiro volume e ainda consegue chamar a atenção para novas evidencias tão marcantes quanto os personagens principais.

Ainda bem que a trama começa exatamente de onde parou. Novamente há as percepções definidas de Clarke, Wells, Bellamy e Glass, fazendo com que o leitor consiga entender todos os pontos de vista e atitudes realizadas. Uma das melhores partes é o fato de haver uma relação altruísta entre Clarke e Bellamy. De fato, estes são meus protagonistas principais e estava torcendo para que o envolvimento evoluísse mais.

Como o próprio título expõe, 21 dias se passaram desde que os 100 jovens chegaram a Terra. Eles parecem estar preparados, porém é aos poucos que percebem que há muitas coisas para serem avaliadas, como o fato de ter a possibilidade de haver habitantes em outras regiões. Contrariando todas as hipóteses, de fato, há populações distintas e a cada dia que passa surgem mais dúvidas e temores sobre essa situação invasiva.

O que mais intriga nessa história é o fato de haver tantas mentiras envolvidas entre cada um dos personagens, assim como se mostram envoltas na própria ambientação. Algumas mortes foram inevitáveis até o caminho, porém o que ainda impera mais, além da busca incessante pela sobrevivência, é a questão da direção. Todos estão confusos demais e as ações impensadas por causa do nervosismo se tornam seu principal desafio. Ainda bem que Wells demonstra ter um espirito de liderança, já que é o mais focado e paciente.

No entanto, há algumas cenas bem previsíveis, algo que já era esperado devido a ocorrência de algumas decisões. Não tem nem como imaginar o caos vivenciado, mas é compreensível estarem tão fragilizados. Porém, o incomodo segue mesmo por causa da falta do afastamento constante deles. Isso realmente irrita, porque deveriam pensar com clareza, sem deixar que ocorrências desnecessárias possam atrapalhar o planejamento. Se é que há um bom plano mesmo, por isso tudo é tão apressado.

Algumas informações me deixaram ainda mais surpresa por causa das próprias dificuldades consideradas, e significa que há pessoas que sempre souberam de tudo e mesmo assim apostaram novamente nessa tática, que parecia ser elaborada de forma inédita e improvisada – tanto em terra firme quanto na própria nave. Esse livro está repleto de aventuras insanas e é impossível não se envolver com os dramas apresentados.

Restam, portanto, outros questionamentos sobre ataques, outros tipos de perigos, em quem pode-se confiar, etc., e é por isso mesmo que já estou curiosa para conferir o terceiro volume, Homecoming, ainda sem data de publicação no Brasil. “Dia 21” é igualmente eletrizante, retrata um emocional ainda mais abalado e consegue trazer novas aventuras surreais, perigosas, premeditadas e cheias de insegurança.


“Wells olhou para o céu que escurecia. Ele daria qualquer coisa para que algum dia o Chanceler visse as cabanas. Não para provar alguma coisa — depois de ver o pai baleado na plataforma de lançamento, o ressentimento de Wells tinha desaparecido mais rápido do que a cor do rosto do Chanceler. Agora ele apenas desejava que seu pai um dia pudesse chamar a Terra de lar. O restante da Colônia deveria se juntar a eles assim que as condições na Terra fossem consideradas seguras, mas 21 dias tinham passado sem ao menos uma faísca vinda do céu” Pg.09


Classificação SEL: 4/5


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