15 de abril de 2015

Resenha: Entre quatro poderes @entre4poderes @talentoslitbr

Informações do livro:
Título: Entre quatro poderes
Autor: Grupo (Sic): Anderson Fernandes, Débora Kaoru, Khadidja Campos, Rodrigo Dias.
Editora: Novo Século
Selo: Talentos da Literatura Brasileira
Páginas: 248




Sinopse: O prefeito de Suares, uma pequena cidade do estado de São Paulo, passa por um momento crítico. Com a Polícia Federal em sua cola e sua vida pessoal desmoronando, o império construído com sangue e mentiras está prestes a ruir. Churrasco, envolto pelas sombras da vida pública, descobriu da pior forma possível que a caminhada de um político pode ser solitária e que cada decisão tem um preço. Só resta saber o quanto ele está disposto a pagar. No final das contas, todos conhecem a vida do homem público, mas sempre existe a história por trás da história.
                                 
                                                             

Resenha:Entre quatro poderes” é um livro extremamente crítico e instigante, principalmente por expor situações sérias, perigosas e decisivas. Apesar de ser uma obra fictícia, é possível perceber que os autores se basearam em ocorrências conhecidas da realidade. E é por isso mesmo que todo o contexto se torna mais envolvente e impetuoso.

O prefeito, Alberto Barão, conhecido popularmente como Churrasco, está vivenciando uma fase bem complicada em seu mandado, no município de Suares. Já no inicio da narração, há algumas citações referentes problemas envolvendo noticias sobre a prefeitura em questão e sua respectiva administração. Certas cenas são bem surpreendentes, e nos fazem refletir sobre a imensidão das dificuldades e das crises arriscadas.




Aos poucos é possível perceber que as pessoas não conhecem nem um pouco de uma pessoa. Como no caso de Churrasco, e sendo ele uma pessoa pública, as pessoas ao seu redor tendem apenas a fazer questionamentos e implicâncias diante de suas ações. Não estou defendendo suas atitudes erradas, pelo contrário, já que ele deveria honrar sua palavra de governo para atender o bem maior. Infelizmente, a gente sabe muito bem que as coisas não funcionam desse jeito, mas o fato é que esse caso em especial mostra a vida detalhada dele, que tem qualidades e defeitos como qualquer outro.
                  
Os assuntos abordados são bem complicados, já que tudo requer uma atenção maior por conta de haver tantos acordos, mentiras e segredos entre as pessoas envolvidas. Tudo gira em torno de poder e a ambientação se mostra cada vez mais tensa no decorrer das páginas. E claro que surgem muitas perguntas diante disso, afinal de contas, como fica a consciência de casos de fraudes, corrupção, entre outros?!

A parte interessante é que há outros personagens para serem avaliados, além do próprio Churrasco. Seu irmão, Cláudio, também entra em cena, e dentre tantos, fica até difícil não querer julgar suas ações. Tudo faz parte de uma rede só e com o tempo a gente percebe que isso é algo bastante comum.

No início de cada capitulo ainda é possível conferir frases relacionadas com o texto. Confesso que esta não é uma trama que me chame a atenção, assim como não gostei muito da capa do mesmo, apesar de entendê-la muito bem (sou dessas que prioriza muito a capa). A política é tão sobrecarregada de discussões, que a gente tende mesmo a ficar frustrado com tantas lacunas e desrespeito ao cidadão.

Grupo (Sic)


Eu, particularmente, não consegui me envolver muito com os personagens, mas também não cito nenhum ponto negativo a respeito da escrita, fundamentação, diálogos, conexões e desfecho. Muitas pessoas se interessam pelo gênero, e é por isso mesmo que este livro deve ser recomendado e analisado com profundidade.


“Churrasco, nos últimos anos, vinha travando uma briga pessoal com o diretor desse periódico. Revoltado com o destaque dado pelo jornal para a investigação que estava enfrentando por desfalques cometidos na Prefeitura, o prefeito liga para o secretário de Comunicação, Rubens Costa.” Pg.09


Classificação SEL: 3/5


Um comentário:

  1. Ótimo texto e mais uma vez obrigado por aceitar o desafio de resenhar o livro! Vejo muitas pessoas comentando que não gostam de política, que evitam o tema. Porém, gostando ou não, é a política que move nossas vidas. Tudo está relacionado a ela ou não! Porém, a escolha por melhorias está em nossas mãos, ou melhor, no nosso voto. E certamente as pessoas poderão escolher melhor seus representantes nas diferentes esferas do poder sem saberem o que realmente acontece nestes locais.

    Desta maneira, o livro Entre Quatro Poderes discute o relacionamento entre as pessoas que comandam a política brasileira, reunindo histórias fictícias similares a casos vivenciados pelos autores.

    Entre Quatro Poderes é um romance cujo protagonista é Churrasco, o prefeito da cidade de Suares, que ao perceber que a Polícia Federal está na cidade para prendê-lo, começa a repensar suas ações no comando do Executivo.

    A publicação traz ao público o que acontece nos bastidores da política e quase nunca é divulgado. O romance se passa na cidade fictícia de Suares, porém, representa a realidade política enfrentada em muitos municípios em todo País. Certamente será uma obra literária que aguçará as discussões sobre o verdadeiro papel do político frente as demandas do povo.

    A iniciativa de escrever o livro germinou de repetidas discussões sobre política, quase que diária, depois do expediente de trabalho. Diante das muitas interrogações surgidas das conversas entre os quatro jornalistas, surgiu a ideia de se pesquisar sobre o assunto e colocar tudo no papel. Decidimos pela ficção e criamos personagens para situações que já foram diversas vezes estampadas em capas de jornais.

    Na verdade, o que os quatro pretendem com o leitor é que ele, na sua leitura, entenda como é o processo político, principalmente no caso dos escândalos e da corrupção. Como isso acontece, e como, muitas vezes, mesmo inocentes, e bem intencionados, alguns políticos são envolvidos. A história se desenvolve de forma que o próprio leitor terá a sua interpretação, quanto à inocência ou a culpa de um ou outro político.

    Claro que tem culpados na nossa ficção, e inocentes, e que tudo, se bem entendido na leitura que faz o leitor, tem um porquê, e esse julgamento será feito conforme o entendimento dessa leitura.

    Grande abraço!

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