21 de maio de 2015

Resenha: Matando borboletas - M. Anjelais @Verus_Editora

Informações do livro:
Título: Matando borboletas
Título original: Breaking Butterflies
Autor: M. Anjelais
Editora: Verus
Páginas: 224




Sinopse: O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.




Resenha: Matando borboletas”, de M. Anjelais, explora relações diferentes e extremamente delicadas e inquietantes entre pessoas diferentes e com vários dramas pelo caminho. Não sei se eu esperava mais desse livro, ou se nem sabia muito bem do que se tratava, porém independente disso, a leitura não funcionou para mim.

Sarah Quinn e Leigh Latoire se conheceram quando ainda eram crianças e desde então se tornaram melhores amigas. Sarah é mãe de Sphinx e Leigh é mãe de Cadence, e logo no começo o leitor entende como esses dois foram prometidos um ao outro. Independente das circunstancias, essa amizade demonstra ser muito forte e especial, como se apenas as duas se entendessem de verdade. Os sonhos são bem planejados, mas isso não quer dizer que tudo saia conforme o combinado, mesmo porque não seria justo com ninguém.

Sphinx – também chamada, carinhosamente, de Sphinxie – é uma garota sentimental, carismática e repleta de dúvidas sobre seu futuro e consequentes escolhas. Muitas coisas mudam quando Cadence deixa uma marca em seu rosto, e esse é um dos principais motivos que os fizerem crescer longe um do outro.

Já Cadence tem uma personalidade difícil e é aquele personagem que precisa ser analisado com muita profundidade. Seu comportamento manipulador é visto como maldoso e individualista, entre outras características igualmente sérias. É impossível compreendê-lo, e no desfecho percebe-se claramente que nunca houve mesmo esse tipo de intenção, apenas que é um sociopata mesmo.

Todo o cenário pode ser surreal, mas é claro que há algumas passagens que parecem bem mais realistas, e por vezes enigmático, assustador e sombrio. Não consigo imaginar como alguns personagens não dão a devida importância para certos atos. E talvez seja isso que tire uma pouco da credibilidade do enredo.

O lado bom é que a narrativa é ágil e consegue expor várias emoções nas relações conturbadas. Apesar de não ter gostado tanto do enredo e de suas complexidades, acho interessante o modo como a autora insere tantas questões sérias nos acontecimentos. Nos faz pensar sobre os diversos tipos de relacionamentos e problemas que, de fato, ocorrem com frequência na sociedade.


“Cadence e eu estávamos lá quando nossas mães fizeram seus planos, quando nos deram nomes, quando nos prometeram um ao outro.” Pg.13

Classificação SEL: 3/5


2 comentários:

  1. Olá!
    Confesso que não sei se gostaria de ler esse livro, pela história mesmo,
    mas amei sua resenha está muito boa.
    Quem sabe um dia =D

    Beijos.
    http://www.seja-cult.com/

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  2. não consigo me interessar por esse livro só por causa dessa capa.
    tenho pavor de borboleta, então nem consigo me imaginar com esse livro na mão que já me dá arrepios ;x
    pela trama dele, parece ser boa, mas não me agradaria não =/
    prefiro ficar longe mesmo hehe ;$

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