26 de agosto de 2015

Resenha: A rainha vermelha - Victoria Aveyard, Editora Seguinte

Informações do livro:
Título: A rainha vermelha
A rainha vermelha #1
Título original: Red Queen (Red Queen #1)
Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Companhia das letras
Páginas: 424




Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.


                                                                           

Resenha:A rainha vermelha”, de Victoria Aveyard, é aquele tipo de livro que o leitor pode se sentir um pouco desconfortável no começo da leitura. Digo isso porque foi exatamente o que ocorreu comigo. A trama (distópica) se mostra um pouco confusa, pelo menos na parte que diz respeito sobre a ambientações, os conflitos, as separações da sociedade e suas devidas diferenças. Claro que no decorrer das cenas tudo se mostra bem mais perceptível, e ainda assim preciso confessar que até o final ainda fica uma sensação de receio sobre a história de modo geral.




O enredo não é ruim, muito pelo contrário, já que a autora criou um universo rico em detalhes inovadores, seja por conta das lutas, dos envolvimentos arriscados e até do próprio romance. Se pudesse definir o título de um modo mais especifico, escolheria a palavra desconfiança. Afinal de contas, a cada passo dado fica claro que não é certo acreditar em ninguém ao redor e a traição pode mesmo existir em qualquer lugar.

De um lado há a tristeza por chegar a conclusão de que qualquer um pode trair, mas a personagem central não se cansa de lembrar isso para si mesma. É um aviso para que não ocorra nenhuma surpresa em sua caminhada. Mas por mais que tente se sobressair, fica cada vez mais difícil entender quem, de fato, está ao seu lado.




A protagonista Mare Barrow é bem mais forte do que pensei e também é inteligente e corajosa diante de tantas mudanças abruptas que lhe ocorrem. Ainda assim não sei dizer com clareza se ela sabe o que fazer em relação aos seus sentimentos. Se mostra fechada demais e deixa um ar de suspense sobre isso, e infelizmente não há muitas dicas sobre como será seu futuro amoroso.

Mare é vermelha e isso quer dizer que não pode se misturar aos prateados. Essa divisão de classe é realizada por causa do sangue e a cor faz toda a diferença entre eles. Os prateados ainda são cercados por poderes que o definem com muito realismo. Mais um motivo insistente para temê-los. E como já era mesmo de se esperar, a política é extremamente forte e dita regras perigosas e muito complicadas. Por isso mesmo que a rebeldia também está entre eles, escondida, e ainda mais forte a cada momento.



Fiquei chocada com a transformação de Mare. De uma vida sofrida e acostumada com sua rotina de furtos aos próximos chegou na realeza e ainda conseguiu ser reconhecida. A maior surpresa mesmo é que por mais que tenha sangue vermelho, também possui poderes. Estes que são poderosos demais e merecem atenção redobrada. É por isso que há tanta preocupações sobre suas realizações. Alianças são formadas, mas no final das contas nunca se deve esquecer que pode haver traição em qualquer período.

Todos os personagens se destacam, seja por conta da família de Mare, bem como seu amigo Kilorn, os príncipes Maven e Cal, e até mesmo a rainha Elara e o rei Tiberias. Os papéis parecem se inverter em algumas situações, entretanto acredito que está seja mesmo a intenção proposta. O suspense e as reviravoltas são tantas que não há como saber quais serão as próximas atitudes, sendo que cada ato é determinante demais.

Classificação SEL: 4/5


Um comentário:

  1. Oi, Fê!
    Bacana ler tua resenha, postei a minha esta semana também e tive alguns sentimentos parecidos com os teus, porém, não me senti muito apegada aos personagens, principalmente Mare, não consegui torcer por ela e sofrer junto, sabe?
    Nos últimos capítulos que realmente fui me "afeiçoando" a ela!
    Mas adorei a leitura e estou bem ansiosa pela continuação!
    Beijinhos,
    Alice
    www.wonderbooksdaalice.com

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