16 de setembro de 2015

Resenha: Fragmentados - Neal Shusterman @Novo_Conceito

Informações do livro:
Título: Fragmentados
Só porque a lei diz, não significa que é verdade
Título original: Unwind (Unwind Dystology #1)
Autor: Neal Shusterman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368




Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.







Resenha: Fragmentados”, de Neal Shusterman, é uma distopia intrigante e leva o leitor a pensar sobre todas as ações apresentadas durante os acontecimentos. Imaginar que tais ocorrências possam acontecer em nossa própria realidade é, de fato, muito assustador. Há muita ação nas cenas e isso torna tudo bem mais empolgante. Claro que os personagens principais também possuem características incríveis e complementam ainda mais o enredo.



As escolhas são inevitáveis no decorrer de nossa vida, mas os protagonistas, Connor, Lev e Risa percebem que as pessoas que deveriam lhes proteger, podem ser as mais perigosas, como os próprios pais. Na verdade, é um misto de elementos que levam a tantos problemas, entretanto tudo gira em torno de decisões complicadas mesmo.


A fragmentação surgiu após a guerra, com o principal intuito de redirecionar a população para um caminho mais agradável. Os pais são responsáveis pela decisão de redirecionar seus filhos, de 13 à 17 anos – por este caminho. Essa é a lei da vida apresentada, onde o governo pode fazer o que quiser com o corpo dos jovens fragmentados. E dentre tantas injustiças e momentos constrangedores, não parece haver muitas saídas para os conflitos expostos.


Lev e Risa já sabem que serão fragmentados, mas Connor tenta fugir desse destino e é, de longe, o mais rebelde. Os três se encontram e parecem se entenderem bem – apesar de suas diferenças serem bem visíveis –, porém ainda não é certo haver confiança entre eles. Ambos precisam aprender a lidar com  a sociedade, principalmente para se livrarem das regras impostas e do destino cruel que lhes fora imposto.


Risa possui uma história bem intrigante sobre sua origem e é interessante perceber como tudo se encaixa nessa ambientação. Também é muito triste saber que nada é certo nesse caminho. Já Lev sempre soube para o que estava destinado, já que ele é o dízimo na família, e o combinado é que o décimo filho vá para a fragmentação. O efeito religioso é extremamente forte, mas as perguntas aparecem com freqüência na medida em que o garoto sente falta de algumas coisas.


A obra me surpreendeu bastante, principalmente por causa do enredo articulado e das problemáticas inovadores. É muito estranho imaginar as ocorrências, e é igualmente assustador pensar que as pessoas podem estar com uma parte sua dentro delas. Ainda bem que o texto é bem explicativo, e oferece visões claras sobre as contextualizações.



“Ele tenta não pensar no fato de que nunca voltará a ver o verão. Pelo menos, não como Connor Lassiter. Ainda não consegue acreditar que sua vida vai ser roubada agora, aos dezesseis anos.” Pg.06


Classificação SEL: 4/5


Book trailer:




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