17 de outubro de 2015

Resenha: A ilha de Bowen - César Mallorquí @EditoraBiruta

Informações do livro:
Título: A ilha de Bowen
Título original: La isla de Bowen
Autor: César Mallorquí
Tradução: Catarina Meloni
Editora: Biruta
Páginas: 524
                                      




Sinopse: Tudo começou com o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins, em um pequeno porto norueguês, e com um pequeno pacote, que ele enviou para Lady Elisabeth Faraday. Mas talvez a história tenha começado quando estranhas relíquias foram descobertas em uma antiga cripta medieval. Foi por causa disso que o malhumorado professor Ulisses Zarco resolveu embarcar em uma aventura a bordo do Saint Michel, enfrentando inúmeros perigos e o terrível mistério que envolvia a Ilha de Bowen.





Resenha: Fiquei encantada quando vi a capa de A ilha de Bowen, de César Mallorquí. Além disso, a edição da Editora Biruta também está maravilhosa, mas é claro que isso não é nenhuma novidade. Sou apaixonada pelo trabalho dessa editora e não tem um livro dela que não se destaca por seu projeto gráfico.

A história, voltada ao público jovem, me agradou bastante, já que reúne muitas aventuras, intrigas, ousadias, surpresas e momentos de tensão entre os personagens. Eu adoro livros onde os personagens embarcam em viagens inesperadas, pois é como se estivéssemos sentindo os mesmos receios e todas as emoções divertidas que surgem.

A introdução revela passagens sobre o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins. As perguntas giravam em torno de seu chefe, John Foggart, já que se deparou com um objeto muito procurado. E é por isso mesmo que tem tanta gente o procurando. Assim, surge um pacote interessante endereçado para Lady Elisabeth Faraday. A busca pelo paradeiro de John é grande, mas sua mulher encontrou ótimos meios para seguir adiante nessa expedição.



Tudo parece ser muito simples e ao mesmo tempo complexo demais. Além disso, os questionamentos começam a aparecer logo nas primeiras páginas. E é a maneira como há a inserção de certos fatores essências para as ocorrências durante o enredo. Depois a trama é dividida em duas partes (livro I e livro II) e todos os conhecimentos são significativos para as pesquisas realizadas.

A ambientação, um tanto sombria, arriscada e melancólica, se passa no ano de 1920. E, admito que, inicialmente, foi um dos pontos que mais me chamou a atenção. O autor fez um excelente trabalho nesse desenvolvimento, sendo que é através destas descrições mais intensas sobre a época que o leitor consegue perceber todos os percursos, as tradições e suas devidas importâncias.

Logo depois conhecemos o fotógrafo Samuel Durango diante de um relato pessoal em seu diário. Ele se encontrava em processo de mudanças, mas se interessou por uma oportunidade de trabalho que vira em um anúncio de jornal. Posteriormente entram em cena o professor Zarco, a secretária Sarah e Katherine Foggart, entre outros personagens igualmente relevantes.

Pensei que iria demorar mais a finalizar essa leitura, ainda mais porque a obra contém mais de 500 páginas. Mas me enganei ao ser surpreendida com uma narração ágil e também consegue ser muito completa. Todas as características são fundamentais para a resolução dos enigmas, bem como as demais referências desenvolvidas aos personagens centrais.

Classificação SEL: 4/5


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