5 de outubro de 2015

Resenha: O álbum - Timothy Lewis @Novo_Conceito

Informações do livro:
Título: O álbum
Toda sexta-feira, um cartão postal. 
Toda sexta-feira, um poema.
Título original: Forever Friday
Autor: Timothy Lewis
Editora: Novo Conceito
Páginas: 240




Sinopse: Para Adam, negociante de objetos usados, a casa de Gabe Alexander é apenas uma propriedade que será esvaziada e vendida pelo maior lance. Entretanto, em meio às prateleiras repletas de relíquias, um álbum antigo atrai sua atenção. Nele há cartões-postais amarelados pelo tempo, escritos ao longo de 60 anos. Intrigado, Adam começa a lê-los: eles estão cheios de frases românticas e delicadas, as provas do amor incondicional entre Gabe e Pearl Alexander. Gabe cuidava para que um cartão chegasse às mãos de Pearl todas as sextas-feiras. Cada um deles possui não apenas um poema, mas verdades preciosas sobre o cotidiano de um casal que viveu um sonho. A soma de todas essas verdades talvez responda perguntas que Adam se faz há muito tempo.





Resenha: O álbum”, de Timothy Lewis, é um romance leve e ao mesmo tempo muito emocionante. Isso porque o jeito como há a exposição dos fatos é muito inspiradora e sincera, e dá mesmo uma vontade enorme de conhecer uma história igual a essa, que seja real. Tem muito a ver com o que se deve acreditar e no que é preciso lutar, ou até mesmo ter esperança no amor.

O leitor é apresentado a Gabe e Pearl Alexander diante de um álbum com vários cartões-postais, estes que narravam o lindo amor entre os dois. Não tem como não se encantar com as menções poéticas diante de um casamento que durou seis décadas e que é cheio de lembranças dinâmicas. É uma ideia sensacional e merece mesmo ser compartilhada para quem curte o romantismo.

Os cartões-postais tiveram início no ano de 1926 e é claro que durou por um bom tempo. Pelo menos até quando ele veio a falecer. Depois disso, Pearl (apelidada como Huck) pôde ser encontrada em um asilo, já no ano de 2004. E por ai também se encontram muitas informações relevantes sobre ela, bem como familiares e o próprio marido.

E assim como o próprio Adam Colby, personagem que se deparou com os poemas no verão de 2006, nós também ficamos divididos e repletos de questionamentos sobre os planejamentos deste relacionamento tão duradouro. A curiosidade é inevitável diante desse achado, que pode e deve ser classificado com uma relíquia. Portanto, um dos elementos chaves que fazem com esta obra se torne tão atraente e instigante.

Essas pequenas ações fizeram com que Adam pensasse sobre o tempo presente e de como as pessoas se tornaram mais superficiais. É mesmo uma realidade, afinal de contas, não é qualquer um que se dedica tanto a sua esposa, e vice versa. E é por isso que em paralelo ainda há o desdobramento sobre os próprios dilemas de Adam, diante da vida pessoal e um pouco sobre a profissional.

Por meio dessa correspondência é possível tirar muitas informações sobre eles e o quebra-cabeças se torna ainda mais enigmático na medida em que surgem certas semelhanças com o próprio Adam. Os dois não tiveram filhos e sempre pareceram levar uma vida bem descritiva também. Adam já fora casado por bastante tempo e a separação foi dolorosa, além disso outras características tão ficam evidentes.

Sou daquelas pessoas que se emocionam facilmente e já fiquei encantada logo nas primeiras páginas. E posso afirmar com certeza de que a sensibilidade e a sincronia do casal é mesmo incrível. Os poemas sempre refletiam algum episódio ocorrido, juntamente com a própria imagem do cartão-postal. Para completar, as promessas de um “Para sempre, Gabe” sempre estiveram marcados também.


“Alguns grandes romances que valem a pena contar nunca são contados, e os amantes saem de fininho pelas rachaduras da vida, marcadas pelo tempo, sendo substituídos pelo lixo do dia anterior. Como dono de uma pequena empresa que vende pertences de famílias, já fui testemunha de anos da vida amorosa de vários casais. Então, aprendi a peneirar as pilhas de lembranças esquecidas. E aprendi a analisar as coisas pela segunda vez... e talvez acalmar um pouco a minha dor. Foi assim que eu descobri os cartões-postais.” Pg.05


Classificação SEL: 5/5



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