10 de novembro de 2015

Resenha: Cidade banida - Ricardo Ragazzo @PlanetaLivrosBR

Informações do livro:
Título: Cidade banida
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Planeta
Páginas: 384





Sinopse: No futuro, a Terra foi assolada por inúmeras guerras, o que dizimou 99% da população humana e transformou sua vida animal e vegetal. Boa parte dos seres humanos acabou confinada dentro dos muros de Prima Capitale, regida pelas draconianas regras do Supremo Decano. Por causa da rigidez do governo, todos os bebês nascidos no lugar precisam passar pelo crivo dos chamados cognitos, seres com poderes psíquicos capazes de prever o futuro. Caso, nesta visão, seja revelado que o novo cidadão cometerá um crime, sua sentença é a morte. Seppi Devone foi um desses bebês vetados. No entanto, sua mãe, Appia, consegue fugir com ela, livrando-a da cruel sentença. Elas vivem incógnitas numa comunidade no meio da mata e Appia cria sua filha como um garoto. Mas, quando Seppi completa 15 anos, o destino bate à sua porta e a garota terá de enfrentá-lo. Afinal, a adolescente é a única esperança que muitos oprimidos têm de se livrar do mal a que são submetidos pelo Supremo Decano. Irá ela abraçar essa sua missão?




Do mesmo autor:
72 horas para morrer - Ricardo Ragazzo (Editora Novo Século)



Resenha: Cidade banida”, do autor nacional Ricardo Ragazzo, explora uma ambientação carregada de receios e desconfianças. É uma distopia intensa e cheia de ordens enigmáticas. O leitor se sente pressionado, tanto quanto os próprios personagens em destaque. E o destaque segue por conta da narrativa: descritiva, marcante e envolvente. Confesso que me interessei por esse leitura pela capa, que está incrível, mas o enredo também faz por merecer e garante cenas diferenciadas e com muita ação e decisões difíceis.

A terra nunca mais foi a mesma depois da ocorrência de tantos combates. Esse foi o primeiro passo para que seres vivos sofressem mutações, e depois disso as transformações são cada vez mais constantes. Assim, o governo domina a Prima Capitale, uma cidade cheia de complicações e regulamentos, e é o local onde os sobreviventes se encontram.

Dentro dessa area, surgiram os seres denominados como Cognitos. São humanos que podem descrever o que futuro reserva a cada pessoa. Mas será mesmo que estão certos sobre suas predições? As duvidas são constantes, o que leva a crer que nem o governo parece estar tão certo sobre suas atitudes, já que há algumas coisas que saem de seus controles.

Os pais são obrigados a apresentar seus bebês aos Cognitos. Se eles preverem que haverá algo de ruim no futuro desta criança, ela será imediatamente encarregada ao governo. Eles decidem qual seu destino: a morte ou a cidade banida. É impossível imaginar um mundo onde isso possa acontecer, mas o autor escreve com tanta certeza, que as sensações de raiva e dor se tornam bem reais também.

A protagonista, Seppi Devone, tem um peso forte a carregar consigo. Primeiro porque ela vive cercada de omissões e não sabe ao certo qual será seu próximo caminho. Vive com a mãe, Appia, e parece com um garoto. Independente de todos os problemas, é uma garota promissora e muito corajosa, e consegue ver o lado positivo de sua situação.

Claro que as coisas precisam acontecer rapidamente e Seppi descobre ser alguém mais valorizada, ainda mais porque é cercada de poderes e cuidados. Infelizmente, nem tudo parece ser o que é, e é por isso mesmo que a menina precisa aprender a reconhecer seus princípios e saber quem é ou não de confiança ao seu redor. São tantas mentiras que nem sei como ela consegue suportar tudo isso.

Por ser uma duologia, o desfecho deixa pontas soltas para a continuação, e é claro que já estou ansiosa para conferir os próximos passos dessa trama tão bem articulada. Fiquei inconformada por não saber o rumo desta história tão fantástica. Agora, estou esperando a sequencia, justamente para entender alguns questionamentos feitos por mim, não sei se a intenção do autor é deixar algumas coisas em aberto mesmo ou se há detalhes faltando mesmo.
              

Classificação SEL: 4/5


Um comentário:

  1. Oi, Fê!
    Confesso que a capa do livro nunca me chamou muito atenção, mas, lendo sua resenha, a premissa parece ser bem interessante
    Acho que vou esperar o segundo volume porque não quero ficar inconformada com o final
    Beijos
    Balaio de Babados

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