22 de novembro de 2015

Resenha: Os bons segredos - Ann Leary @EditoraNacional

Informações do livro:
Título: Os bons segredos
É impossível provar que não se é uma bruxa
Título original: The Good House
Autor: Ann Leary
Companhia Editora Nacional
Páginas: 384





Sinopse: Hildy Good é uma caipira chique que sempre viveu numa histórica comunidade da região da costa norte de Boston. Ela sabe quase tudo sobre todo mundo. Hildy é descendente de uma das bruxas de Salém, e acredita-se que ela possa ter herdado alguns dons paranormais. Não é verdade, claro; ela apenas é boa em decifrar as pessoas. Hildy é boa em várias coisas, aliás. É uma bem-sucedida corretora de imóveis, mãe e avó. Seus dias são atarefados, mas suas noites têm sido solitárias desde que suas filhas, convencidas de que a mãe estava bebendo além da conta, a mandaram para uma clínica. Agora ela está em recuperação — ou não. Os Bons Segredos é ao mesmo tempo cômico, triste e mordaz. Um clássico tipo de história que revela os segredos de uma cidade pequena, esse espirituoso romance vai ficar na memória do leitor até muito tempo depois de terminada sua leitura.





Resenha: Os bons segredos”, de Ann Leary, destaca momentos importantes – e as vezes nem tão significativos assim – de uma personagem. É uma leitura tranquila, perceptível assim como também é um tanto previsível. Os traços de personalidade são bem marcantes, por isso é fácil identificar casos conhecidos em nosso próprio cotidiano.

Hildy Good é a protagonista deste enredo, e é através de sua visão – por sinal, muito bem expressada – que o leitor conhece alguns segredos das pessoas que convivem ao seu redor. É aquela típica localidade onde todo mundo pode conhecer a vida alheia. E é exatamente isso que ocorre, por mais que os acontecimentos possam ser banais ou não.

O foco principal ainda é sobre as experiências e demais comportamentos de Hildy, seja por conta de casos simples até o problema com a bebida. É como se ela estivesse procurando infrações para descontrair ou para que os outros não notem suas próprias atitudes. Por fim, acaba entrando num estado de depressão, o que torna qualquer tipo de apoio ainda mais difícil.

Além das abordagens sobre o alcoolismo e suas implicâncias, Ann Leary concilia episódios carregados e tristes com certo humor. Hildy não quer demonstrar sua fragilidade, ainda mais por ser corretora de imóveis e ter alguns contatos relevantes. O fato é que quando as coisas saem do controle, é difícil confiar em todos, até em si mesmo.

Acredito que a autora trabalhou com questões de paciência, ansiedade e determinação. Os elementos se complementam, visto que os próprios personagens apresentam essas e tantas outras particularidades. Hildy teve seu próprio tempo para compreender a seriedade dos problemas. E é por isso mesmo que tudo parece ser ainda mais realista e comovente.

Como esperado, há alguns episódios reveladores, ainda mais porque a autora investiu bastante nos detalhes. Não muitas cenas de ação, porém o destaque segue por conta dos pontos de vista de Hildy, bem como a maneira como há alguma intervenção sobre si mesma. É, ao mesmo tempo complicado, solitário, triste e autêntico demais.

Classificação SEL: 3/5


Um comentário:

  1. Oi, Fê!
    Eu jurava que esse livro era o mesmo da Sarah Dessen, se não me engano o nome da autora.
    Achei interessante tratar sobre alcoolismo. É um problema presente na sociedade. Às vezes é usado como escape, como percebi que era pra Hildy
    Beijos
    Balaio de Babados

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