11 de fevereiro de 2016

Resenha: Eu sou a lenda - Richard Matheson, Editora Aleph

Informações do livro:
Título: Eu sou a lenda
Título original: I Am Legend
Autor: Richard Matheson
Editora: Aleph
Páginas: 384






Sinopse: Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso... Eu sou a lenda, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes.



Resenha: O clássico “Eu sou a lenda”, de Richard Matheson, apresenta um enredo intrigante e cheio de complexidades fantásticas. E o melhor é que a ficção cientifica presente nesta trama se mistura entre o terror e o suspense, dentre outras características, fazendo com que o leitor tenha receio de suas próprias descobertas.

A ambientação é hostil e, como esperado, as pessoas são bastante julgadas por suas atitudes. Por mais que haja a compreensão sobre a praga e suas devastações, o leitor tende a se questionar se seria possível encontrar algum fator verdadeiro em comparação a nossa realidade. Entende-se que esta obra foi escrita em 1954, mas não é nem um pouco difícil perceber algumas criticas que nunca deixam de ser interpretadas.

Não vou e nem quero fazer comparações com o filme homônimo, estrelado por Will Smith e dirigido por Francis Lawrence, em 2007. Acho bem desnecessário falar sobre essa e outras adaptações feitas para o cinema, sendo que as opiniões e os episódios são bem divergentes, e o que vale a pena é poder conferir as expressões de cada ângulo analisado.

A ambientação pós-apocalíptica implica muitas mensagens sobre o ser humano e acredito que essa é, de longe, a intenção do autor. É importante ressaltar que, apesar dos vampiros entrarem em cena, o personagem central, Robert Neville, merece todos os créditos por sua interpretação em busca pela sobrevivência.

A narrativa é tranquila, por mais que o caos esteja instaurado. Revela traços de ingenuidade, principalmente por não saber como será o dia seguinte e se haverá um fim adequado para esta enfermidade. Nos dias atuais, essa crise já foi debatida inúmeras vezes, mas este livro retrata com veracidade sobre a loucura interior e o desânimo de um individuo ansioso, temeroso e extremamente solitário.

Demorei um pouco para finalizar essa leitura, talvez por representar pontos tão relevantes ou por ter conclusões bem esperadas. Mas no final das contas, senti a necessidade de recapitular alguns pontos mencionados na escrita. Isso porque o desfecho aborda questões relevantes sobre o progresso do personagem, entre outros detalhes, e que merecem toda a atenção possível.

Classificação SEL: 4/5


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